Copacabana terá chipagem, feirinha de animais e ações educativas para anunciar operação Vigilância no Verão

Publicado em 07/12/2019 - 13:25 | Atualizado em 07/12/2019 - 14:21
O processo de chipagem é rápido e indolor para o animalzinho. Foto: Nelson Duarte \ Vigilância SanitáriaO processo de chipagem é rápido e indolor para o animalzinho. Foto: Nelson Duarte Vigilância Sanitária
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), inicia na próxima terça-feira, 10 de dezembro, mais uma edição da operação Vigilância no Verão, nas zonas Sul e Oeste da cidade. De olho na prevenção de riscos à saúde pública, as equipes vão conferir os procedimentos higiênico-sanitários adotados em estabelecimentos como hotéis, restaurantes, padarias, quiosques e barracas de praia de ambulantes legalizados. Para orientar comerciantes, consumidores e a população em geral sobre a ação que vai até 15 de março, o órgão promove neste domingo, 8, um evento no Posto 5, em Copacabana, com ações educativas, cadelas para adoção e a microchipagem de cães e gatos com cadastro no Registro Geral de Animais (RGA), implantado em setembro pela Prefeitura do Rio. O serviço será feito com a distribuição de 200 senhas a partir das 8h e por ordem de chegada, na tenda montada em frente ao Othon Hotel. Os interessados devem apresentar CPF e um documento com foto.

– A chipagem não dói, é rápida, segura e permite o cadastro no RGA, que traz muitos benefícios. Se o animal fugir, se perder ou for roubado, o dono pode buscar ajuda em nossas unidades de zoonoses ou em uma das clínicas credenciadas pela Vigilância. O microchip facilita também para quem quer viajar com o animal e nos dá informações fundamentais para desenvolvermos as políticas públicas de prevenção aos riscos à saúde. Já chipamos este ano mais de 12 mil animais – diz a subsecretária de Vigilância Sanitária Márcia Rolim, lembrando o sucesso da primeira ação externa de microchipagem realizada no último domingo, no evento Rio Parada Pet, em Ipanema, quando as 200 senhas disponibilizadas terminaram em menos de duas horas.

O  baixo custo do procedimento, R$ 25, é o que mais chama a atenção de quem consegue microchipar seus animais:

– Assim como a castração, essencial para prevenir doenças e minimizar o número de animais abandonados, a chipagem é uma ação de saúde muito importante. E poder ter este serviço por R$ 25 é mesmo tudo de bom. Em uma clínica particular, a gente gastaria quase R$ 2 mil – comemorou a tradutora Bruna Peixoto que, com a amiga Luiza Annarumma, conseguiu chipar seus três cães e dois gatos por R$ 125 na semana passada, no evento na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Bruna Peixoto (à direita) e sua amiga Luiza Annarumma chiparam três cães e dois gatos. Foto: Nelson Duarte \ Vigilância Sanitária
Bruna Peixoto (à direita) e sua amiga Luiza Annarumma chiparam três cães e dois gatos. Foto: Nelson Duarte \ Vigilância Sanitária

Para quem não conseguir chipar o seu cão ou gato neste domingo, a Vigilância Sanitária oferece o serviço no Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 1.120, São Cristóvão, na Zona Norte) e no Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (CCZ, no Largo do Bodegão, 150, Santa Cruz, na Zona Oeste). Basta ir a uma dessas duas unidades com o animal e solicitar a microchipagem com cadastro no Registro Geral de Animais e a carteira de identificação do animal com foto. Tudo feito na hora pelo mesmo valor: R$ 25. Já para os que forem castrar, chipar e incluir o animal no RGA, todo o procedimento é gratuito no IJV e no CCZ, mediante marcação na agenda que abre todo quinto dia útil do mês. A microchipagem pode ser feita também em clínicas particulares credenciadas pela Vigilância, mas com preços bem mais altos.

Fiscalização confere até canudos, que não podem ser de plástico

De olho na prevenção de riscos à saúde pública, a Vigilância no Verão confere os procedimentos higiênico-sanitários em estabelecimentos como hotéis, restaurantes, padarias, quiosques e barracas de praia de ambulantes legalizados. Os vendedores ambulantes sem registro ficam de fora da operação, que fiscaliza até o uso de canudos plásticos, proibido no Rio desde julho de 2018, por projeto de lei inédito no Brasil sancionado pelo prefeito Marcelo Crivella.

Para as orientações, 30 técnicos – todos devidamente identificados por crachás e coletes personalizados – atuarão de terça à quinta-feira distribuindo folhetos e a ventarola especialmente produzida para a ação deste ano, com alertas sobre medidas básicas que auxiliam na redução da falta de higiene, responsável por mais de 250 doenças e o principal problema de saúde pública no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nos demais dias da semana, a Vigilância participa com dois fiscais do Mutirão da Ordem Pública, operação conjunta mantida desde novembro em praias do Leme ao Recreio, coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) com equipes de outros órgãos, como a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU, da Secretaria Municipal de Fazenda). Comlurb e a Guarda Municipal do Rio (GM-Rio). Para alinhar as ações, a Subvisa promoveu na última terça-feira, 3, a capacitação de 90 guardas municipais de diversas unidades e grupamentos. A atividade foi realizada no auditório da GM pela médica-veterinária Fátima Dias, que detalhou o trabalho dos fiscais e as áreas de atuação, com informações do que é fiscalizado.

– Nosso objetivo é oferecer um serviço de qualidade à população. Desde 2017, com a chegada da subsecretária Márcia Rolim, a Vigilância vem priorizando a transparência nas ações. Pode parecer detalhes, mas nesta época a cidade recebe muitos turistas, é período de férias escolares e também de muitos eventos. Por isso, é muito importante que todos estejam de olho em tudo, na higiene dos locais, dos funcionários e dos alimentos, na rotulagem completa e até nas temperaturas de conservação dos produtos – orientou Fátima Dias.

Sobre legislação, a médica-veterinária – que integra o quadro da Vigilância há mais de 30 anos – destacou a Lei Complementar 197 de 2018, que instituiu o primeiro Código Sanitário do Município, com avanços expressivos na prevenção. Alguns exemplos são a criação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM, para ações de fiscalização agropecuária), a obrigatoriedade do licenciamento sanitário para todas as atividades desenvolvidas na cidade, algumas isentas de taxa, e o Registro Geral de Animais.