Setembro Amarelo: idosos de projetos da Prefeitura do Rio fazem campanha de prevenção ao suicídio

Publicado em 10/09/2019 - 16:06 | Atualizado em 11/09/2019 - 13:50
Equipe de voluntários coordenada pela Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos em apoio ao Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Foto: divulgaçãoEquipe de voluntários coordenada pela Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos em apoio ao Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Foto: divulgação

A Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos promoveu nesta terça-feira, 10 de setembro, uma série de ações de divulgação da campanha Setembro Amarelo em diferentes pontos da cidade. Idosos de diversos projetos da Prefeitura vestiram roupas amarelas para distribuir panfletos com informações e chamar a atenção para a necessidade de prevenção do suicídio, em apoio a mais uma edição da campanha nacional que acontece desde 2015.

Para celebrar a qualidade de vida, os professores do projeto Rio ao Ar Livre deram aulões de ginástica em Botafogo e na Lagoa. No Parque Lage, um outro grupo participou de uma roda de conversa com o psiquiatra Hugo Fagundes, superintendente de saúde mental da Prefeitura do Rio de Janeiro.

– O Brasil nunca foi um país com um número considerável de suicídios, mas hoje este número vem crescendo e se tornando preocupante. Quando alguém entra em sofrimento, a primeira coisa a fazer é conversar. Não adianta dar conselho, tem que oferecer ajuda. Precisamos uns dos outros para formar uma rede de sustentação para nós mesmos – explicou o psiquiatra.

A aposentada Lindomar da Silva, de 58 anos, contou que se curou da depressão graças à psicoterapia.

– Quando perdi meu pai e meu marido entrei numa depressão profunda. Conversar com amigos e também com o grupo da terapia me curou – desabafou Lindomar.

O secretário municipal Felipe Michel ressaltou que políticas públicas voltadas para a prevenção do suicídio são essenciais.

– A depressão, uma das causas do suicídio, ainda é um tabu no nosso país. Muitas vezes as pessoas que sofrem desse mal não são levadas a sério, não procuram tratamento e vêem a possibilidade de acabar com a vida como única opção. Os governos precisam dar informações, suporte e estrutura para elas. Só assim o número de casos pode diminuir – alertou.

Divulgação/Prefeitura do Rio
Divulgação/Prefeitura do Rio

Sobre o suicídio

O suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações. Mas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 mortes por suicídio poderiam ter sido evitadas. Não existe receita para detectar o risco com precisão, mas um indivíduo em sofrimento geralmente dá sinais, e familiares e amigos próximos devem ficar atentos para percebê-los. O perigo aumento se muitos desses avisos se manifestam ao mesmo tempo (fonte: Ministério da Saúde).

De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), são sinais importantes, que podem indicar necessidade de ajuda:

  • isolamento
  • mudanças marcantes de hábitos
  • perda de interesse por atividades de que gostava
  • descuido com a aparência
  • piora do desempenho na escola ou no trabalho
  • alterações no sono e no apetite
  • frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” (essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real).

Alguns dados estatísticos

No mundo:

  • 800 mil suicídios por ano
  • uma morte a cada 40 segundos
  • 2ª maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos
  • 79% das ocorrências em países de baixa e média renda
  • 65 mil na região das Américas (OMS, 2018).

No Brasil:

  • 12.495 óbitos por suicídio (6 óbitos para cada 100 mil habitantes)
  • 32 suicídios por dia
  • Risco quatro vezes maior no sexo masculino que no feminino: 9,6 óbitos e 2,5 óbitos/100 mil, respectivamente (DATASUS – SIM e população Brasil estimada 2017).

Centro de Valorização da Vida – CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas, todos os dias. A ligação para o CVV, em parceria com o SUS, é gratuita, por meio do número 188, a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.

http://noticias.prefeitura.rio/saude/setembro-amarelo-e-marcado-por-acoes-nas-unidades-de-saude/