Prefeitura lança 3ª edição do Prêmio IPP Maurício de Almeida Abreu para escolha dos melhores trabalhos sobre desenvolvimento do Rio

Publicado em 15/09/2022 - 08:22 | Atualizado em 15/09/2022 - 08:41
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Cristo Redentor, Corcovado, Pão de Açúcar, cidade do Rio, Zona Sul, desenvolvimentoO concurso vai distribuir prêmios de R$ 6 mil a R$ 18 mil - Alexandre Macieira/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, lança nesta quinta-feira (15/09) o edital da 3ª edição do Prêmio IPP Maurício de Almeida Abreu, que tem por objetivo premiar as duas melhores teses de doutorado e as duas melhores dissertações de mestrado que promovam uma reflexão sobre o desenvolvimento da cidade do Rio e da Região Metropolitana. Valem trabalhos que abordem aspectos sociais, urbanos, econômicos, políticos, culturais, ambientais, históricos e de patrimônio histórico do município. O concurso faz parte das comemorações do Bicentenário da Independência e irá distribuir prêmios que variam de R$ 6 mil a R$ 18 mil. Também será concedida menção honrosa ao melhor trabalho que aborde o tema do Bicentenário. O anúncio dos vencedores acontecerá em dezembro.

O edital do concurso foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do município e também pode ser consultado nesta página. Serão aceitos trabalhos de diferentes áreas disciplinares, realizados em programas de pós-graduação stricto sensu, reconhecidos pela Capes, sediados em qualquer local do território brasileiro. Só poderão ser apresentados trabalhos em português, defendidos no período de janeiro de 2019 a 31 de julho de 2022. Cada participante somente poderá apresentar um trabalho dentro do tema do concurso. Inscrições e encaminhamentos dos materiais só poderão ser feitos até 31 de outubro de 2022. O primeiro lugar para tese de doutorado receberá R$ 18 mil e o segundo lugar, R$ 12 mil. Já o primeiro lugar da dissertação de mestrado receberá R$ 10 mil e o segundo lugar, R$ 6 mil.

– O Prêmio IPP Rio Maurício de Almeida Abreu é de enorme importância para o município porque busca estimular a reflexão sobre o processo de desenvolvimento da cidade e de sua Região Metropolitana. O objetivo é divulgar o conhecimento de qualidade que é produzido no país e estimular o debate sobre políticas públicas para o Rio – ressalta o secretário municipal de Planejamento Urbano e presidente do Instituto Pereira Passos, Augusto Ivan.

Na 1ª edição, em 2011, o grande vencedor foi o trabalho de antropologia cultural de Mylene Mizrahi “A Estética Funk Carioca: criação e conectividade em Mr. Catra”. Já em 2017, na 2ª edição, o prêmio principal foi dado a um trabalho do geógrafo Igor Martins Robaina, chamado “População em situação de rua, espacialidades e vida cotidiana”. Sua tese, posteriormente, se transformou em um livro homônimo.

Maurício de Almeida Abreu, que dá nome ao prêmio, foi um geógrafo carioca de grande contribuição para o desenvolvimento da geografia histórica e urbana no Brasil. Professor titular do programa de graduação e pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado e doutorado na Universidade do estado de Ohio, tinha no Rio de Janeiro seu objeto de investigação. O processo de fracionamento das terras urbanas cariocas desde o período da fundação em 1565 até o século XX, o aparecimento das favelas e sua disseminação e a avaliação das políticas de urbanização da cidade eram o motor de seu trabalho.

Sua obra mais conhecida é “Evolução Urbana do Rio de Janeiro”, livro lançado nos anos 1980, que retrata de maneira detalhada os processos de transformação pelos quais passou a cidade. Campeão de vendas e esgotado nas livrarias, com poucos e raros exemplares espalhados em sebos da cidade, “Evolução Urbana do Rio de Janeiro” será reeditado pela livraria do Instituto Pereira Passos. A nova edição, também parte das comemorações do Bicentenário, deverá ser lançada até o final do ano.

No final de 2010, Maurício Abreu lançou sua mais completa obra sobre o processo de formação do Rio de Janeiro quinhentista e seiscentista. “Geografia Histórica do Rio de Janeiro – 1502-1700” custou 15 anos de pesquisas em diferentes instituições brasileiras, portuguesas, francesas e do Vaticano, englobando todas as modificações do território carioca e fluminense por 200 anos.

  • 15 de setembro de 2022
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