Coronavírus: em uma semana, Disk Aglomeração atendeu 978 chamados para dispersar grupos de pessoas

Publicado em 07/04/2020 - 14:24 | Atualizado em 07/04/2020 - 14:26
Os chamados servem para planejar as ações das equipes.. - Foto: Marco Antonio Rezende/Prefeitura do Rio

Em uma semana de funcionamento, o Disk Aglomeração da Prefeitura do Rio já atendeu 978 chamados para dispersar grupos de pessoas. Com o objetivo de evitar a concentração de pessoas, no momento uma das principais medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19), a iniciativa ganhou, nesta semana, um reforço tecnológico: o uso de sinais de celulares para detectar pontos de aglomeração, a partir de uma parceria com a operadora de telefonia TIM e o Centro de Operações Rio (COR).

Até então, o serviço – coordenado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) – funcionava exclusivamente com base em chamados para a Central 1746, que continua recebendo ligações do tipo. Os chamados servem para planejar as ações das equipes. Os bairros mais demandados são: Campo Grande, Centro, Realengo, Bangu, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Tijuca, Copacabana, Santa Cruz e Taquara.

Fiscalização do comércio – Em outra frente, a Seop prossegue com ações conjuntas para fechar estabelecimentos comerciais não essenciais em toda a cidade – em cumprimento ao decreto municipal de combate à pandemia. Até esta segunda-feira, dia 6, foram fechados 1.294 estabelecimentos de 1.957 fiscalizados.

Roteiro do dia: Central do Brasil e Zona Sul

Nesta terça-feira, dia 7, a fiscalização começou pela Central do Brasil, onde equipes orientaram ambulantes a se retirarem. O roteiro avança para a Zona Sul (tendo como destinos as ruas das Laranjeiras, do Catete, Siqueira Campos e Delfim Moreira, e as avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Atlântica), entre outros pontos da cidade ao longo do dia.

Com integração e planejamento da Subsecretaria de Operações (Subop) da Seop, as ações contam com efetivos da Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Fazenda, além do Programa Rio+Seguro (Copacabana e Leme) e da Polícia Militar, em apoio aos agentes municipais, quando necessário.

A suspensão do comércio é por tempo indeterminado. Entre as exceções estão supermercados e hortifrutis; padarias (sem consumo no local); pet shops; lojas de materiais de construção; e postos de combustíveis. Mais informações no link. .

Sinal de celulares: como funciona a nova ferramenta contra aglomerações?

A nova ferramenta incorporada ao Disk Aglomeração identifica locais com aglomeração de pessoas com base no sinal emitido pelas antenas de aparelho celulares dos usuários. Esses dados chegam ao sistema que está exposto em telões do Gabinete de Crise montado no Riocentro. Os dados são atualizados de tempos em tempos no painel.

Além disso, câmeras da prefeitura poderão ser utilizadas para complementar as informações. Caso sejam verificadas concentrações de pessoas em áreas públicas que possam representar um risco de propagar o vírus, uma equipe da Prefeitura será enviada ao local para orientar os cidadãos.

Central 1746

Já os chamados que chegam pela Central 1746 são filtrados na base operacional do Riocentro, por prioridade e por região, para otimizar as ações. A partir daí, cerca de 30 agentes (guardas municipais do Grupamento de Operações Especiais e policiais militares do Programa Rio+Seguro), divididos em cinco equipes, são destacados exclusivamente para os atendimentos. A prioridade é para demandas específicas à finalidade do serviço, como aglomerações em estabelecimentos comerciais essenciais e áreas públicas de lazer.

Distância e placas

As ações visam fiscalizar reuniões (sem aparente justificativa) de dez pessoas ou mais sem a observância de um metro e meio de distância entre elas. Este e outros detalhes do serviço constam do Decreto 47.328, publicado no Diário Oficial do município do dia 30 de março. De acordo com o texto, os estabelecimentos essenciais em funcionamento também devem instalar informativos (placas ou cópias em papel) destacando o Disque 1746 em pontos de fácil visibilidade.

 

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