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Parceria entre Prefeitura e Universidade Veiga de Almeida busca reduzir impactos causados pelas chuvas
Publicado em 03/08/2021 - 14:25 | Atualizado- Início/
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- Parceria entre Prefeitura e Universidade Veiga de Almeida busca reduzir impactos causados pelas chuvas
Equipes darão início às primeiras ações de monitoramento em um espaço em Copacabana - Divulgação/Prefeitura A Prefeitura do Rio, por meio da Fundação Parques e Jardins (FPJ), está desenvolvendo uma parceria com a Universidade Veiga de Almeida (UVA) para implementar e monitorar novos sistemas de biorretenção, conhecidos como Jardins de Chuva, que poderão ajudar a mitigar pontos de alagamentos na cidade. Na próxima quinta-feira (05/08), as equipes darão início às primeiras ações de monitoramento em um espaço em Copacabana, na Zona Sul. A ação integra o projeto de iniciação científica da universidade “Que Chuva É Essa?”, que conta com a participação de estudantes e egressos, além de pesquisadores das áreas de redução de riscos de desastres e de meio ambiente.
Segundo os pesquisadores, os Jardins de Chuva são soluções de baixo custo, com base na natureza, que utilizam a atividade biológica de plantas e microorganismos para remover os poluentes das águas pluviais e assim reter a chuva no solo, mitigando os impactos dos alagamentos. Os Jardins de Chuva têm a função de coletar e absorver o escoamento superficial das águas da chuva, reduzindo significativamente seu volume e direcionando esse escoamento ao sistema de drenagem de água urbana.
Monitoramento em Copacabana
Uma das principais ações do projeto é monitoramento do Jardim de Chuva da Rua Almirante Gonçalves, em Copacabana, que será realizado em parceria com equipes da Fundação Parques e Jardins.
As equipes irão utilizar a estação de monitoramento ambiental da universidade para estudar e acompanhar o Jardim de Chuva, em Copacabana, pelo prazo de um ano e, dessa forma será possível realizar um diagnóstico completo, levando em consideração o ciclo das chuvas naquela região.
De acordo com a coordenadora do projeto, a pesquisadora Viviane Japiassú, o primeiro passo é avaliar, coletar e analisar os dados, para depois implementar modificações que irão melhorar o desempenho do jardim.
– Não basta colocar uma camada de terra fértil em uma área urbanizada, é preciso trabalhar a capacidade de infiltração dos solos e estudar as espécies de plantas que ajudam a reter a água de forma mais eficiente – observa a pesquisadora. Ela explica ainda que, na maioria dos casos, a troca da vegetação dos canteiros por espécies diferentes e a inclusão de solo não apropriado prejudicam a impactando a capacidade de drenagem do jardim.
Jardins de Chuva
Segundo dados recentes do portal especializado ECycle, os Jardins de Chuva removem até 90% dos produtos químicos e nutrientes que habitualmente identificados na composição das águas das chuvas.
A solução também possibilita o aumento da biodiversidade, diminui alagamentos e melhora a qualidade do ar.
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