JUVRio leva SLAM e debate sobre Sustentabilidade e Mercado de Trabalho para a Bienal do Livro

Publicado em 09/12/2021 - 20:00 | Atualizado em 10/12/2021 - 10:36
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Bienal do Livro - Thiago Guain / Prefeitura do Rio

Uma apresentação de SLAM promovida pela Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio) animou o público da 20° Bienal Internacional do Livro nesta quinta-feira (09/12). Sob as rimas de Jatobá, idealizador da organização Sementes de Afeto, os jovens que foram à arena Paixão de Ler da Secretaria Municipal de Cultura ouviram um pouco da crítica social trazida pelo artista e acompanharam o painel “Sustentabilidade e o Emprego do Futuro” com convidados. O encontro, mediado pela chefe de Gabinete da JUVRio, Gabriella Sampaio, trouxe como mote a questão da necessidade de mudança de olhar do jovem sobre seu papel e ocupação na cidade e no mercado de trabalho.

Rompendo com ideias ultrapassadas de desenvolvimento, o painel propôs uma reflexão sobre o potencial transformador do jovem para criar um futuro mais consciente e sustentável. O presidente do Observatório Internacional da Juventude e Assessor de Políticas Públicas do Instituto Igarapé, Daniel Calarco, destacou que a Bienal do Livro sempre foi palco de grandes debates e que a sustentabilidade tem que ser pautada por uma perspectiva universal.

 

— A cidade é feita de mosaicos. E por isso percebemos que as áreas verdes não podem ser vistas como impedimentos para o desenvolvimento, seja no sentido da segurança ou da circulação de pessoas. As escolhas que fazemos hoje impactarão na vida das gerações futuras e cabe ao Poder Público ouvir a juventude, que deve trazer demandas consistentes a respeito do desenvolvimento sustentável.

 

Rennan Leta, coordenador geral do Favela em Desenvolvimento, lembrou que o trabalho do futuro deverá estar alinhado com o desenvolvimento sustentável local, em uma agenda que reflita não somente questões universais, mas a realidade de cada território.

 

— O trabalho que queremos no futuro não pode ser apenas uma utopia. Precisa estar conectado com as mudanças que queremos hoje. Muitas pessoas vivem abaixo da linha da miséria. Como nós vamos inseri-las nas questões da sustentabilidade? Essa é uma pauta que abraça a todos, mas precisamos pensar em recortes mais justos para projetar o trabalho que queremos ter amanhã.

 

Segundo Elisângela Almeida, coordenadora do projeto Providência agroecológica/Horta Inteligente e NaturAle, pensar em desenvolvimento sustentável engloba também o modo como escolhemos nos alimentar. Repensar o consumo e a distribuição de alimentos é, para ela, uma ação de urgência máxima.

 

— É um absurdo vermos que hoje há pessoas em nosso país sem ter o que comer. A fome que se mostra hoje presente não é uma questão de produção, e sim de distribuição igualitária de alimentos. A sustentabilidade também propõe uma visão a respeito do uso racional dos recursos naturais, a partir de práticas ecológicas que beneficiem a todos.

 

A JUVRio terá ainda mais três dias de participação na Bienal do Livro, sempre das 15h às 16h. Nesta sexta (10/12) e no sábado (11/12) será realizado o painel “A arte rompendo barreiras – Exposição Vazar o Invisível”. Já no dia 12, a secretaria vai encerrar sua participação no festival com um debate sobre as “Perspectivas sobre a Literatura Infanto-Juvenil Brasileira”. A arena tem capacidade para receber até cem pessoas e fica localizada no Pavilhão Azul – F02/G03 – do Riocentro, na Avenida Salvador Allende, 6.555, Barra da Tijuca.

  • 9 de dezembro de 2021