Operação conjunta das secretarias de Meio Ambiente fecha lixões em Jacarepaguá

Publicado em 05/05/2021 - 15:11 | Atualizado
Traficantes cobravam R$ 50 para caminhões descartarem resíduos nos aterros clandestinos - Divulgação/Prefeitura

Em operação conjunta, as Secretarias Municipal (SMAC) e Estadual (SEAS) de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Militar, fecharam lixões de construção civil e lixo doméstico, em área equivalente a cinco campos de futebol, na manhã de hoje (05/05), em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Para evitar que os caminhões despejem material no aterro clandestino, os agentes ambientais fizeram valas no terreno. Na ação, que contou, ainda, com o apoio do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá) e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), um homem foi conduzido à delegacia por operar uma retroescavadeira sem licença.

– Estamos recuperando a defesa ambiental em todas as áreas da Cidade do Rio. Crimes como estes não são mais tolerados. Um dos maiores problemas ambientais do Rio é o aterramento de águas de preservação por entulho, por isso a importância de agirmos de maneira conjunta – afirma o secretário de Meio Ambiente da Cidade, Eduardo Cavaliere.

Sob o comando de traficantes, os aterros sanitários ilegais cobravam R$ 50 reais por caminhão para o descarte, valor inferior aos estipulados pelos aterros devidamente licenciados pelos órgãos ambientais. No Caminho do Outeiro, comunidade ao lado da Cidade de Deus, houve confronto com a chegada dos agentes e traficantes fugiram do local – onde existe o projeto de construção de uma importante via de ligação entre a Avenida Ayrton Senna e a Estrada dos Bandeirantes.

Há, pelo menos, cinco locais de despejo clandestino de resíduos que estão sendo fiscalizados na região. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente da Cidade, grande parte da área é alagada e cerca de 400 toneladas de resíduos já foram descartadas ilegalmente no local. Este volume é utilizado para terraplanagem dos terrenos, aumentando a área invadida para uma futura ocupação.

Para além do impacto ambiental, os depósitos irregulares acarretam impactos socioeconômicos e na segurança pública da região, tais como: comprometimento da mobilidade urbana na região, aumento de violência impactando diretamente nos empreendimentos comerciais e residenciais existentes no entorno, depreciação do valor comercial dos imóveis residenciais e comerciais e queda na arrecadação de impostos e taxa de ocupação dos hotéis.

  • 5 de maio de 2021