Bandeira Azul, símbolo internacional de qualidade de praias, é hasteada na Prainha, na Zona Oeste

Publicado em 11/11/2019 - 14:10 | Atualizado em 12/11/2019 - 12:21
A Bandeira Azul é um certificado de qualidade internacional concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE na sigla em inglês). Foto: Marcelo Piu/ Prefeitura do Rio

O secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas, e a coordenadora nacional do programa Bandeira Azul, Leana Bernardi, hastearam, nesta segunda-feira (11/11), a Bandeira Azul na Prainha, Zona Oeste do Rio. A Bandeira Azul é um certificado de qualidade internacional concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE na sigla em inglês), organização com sede na Dinamarca, que atesta a qualidade de praias, marinas e embarcações de turismo em todo mundo.

A Bandeira Azul atesta a qualidade de praias, marinas e embarcações de turismo em todo mundo. Foto: Marcelo Piu/ Prefeitura do Rio

A cerimônia de hoje foi o ato final de um longo e rigoroso processo que começou em março de 2018 e se estendeu até setembro deste ano, quando o júri internacional, reunido em Copenhagen, anunciou a aprovação do título da temporada de 2019/2020 para a única praia em território do Município do Rio de Janeiro a ostentar essa bandeira.

– Hastear a Bandeira Azul na Prainha é motivo de orgulho para todos nós cariocas e símbolo indicativo de que é possível continuar fazendo do Rio de Janeiro a cidade mais linda do mundo, comemorou o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas.

A Prainha é um pequeno paraíso encravado na orla da Zona Oeste, com uma faixa estreita de 150 metros de areia, localizada depois da Praia da Macumba, entre os bairros de Grumari e do Recreio dos Bandeirantes. Protegida por um costão rochoso e coberta por vegetação nativa da Mata Atlântica, a Prainha tem areias claras, águas cristalinas e ondas perfeitas para a prática do surf, além de um manancial de água doce.

A certificação da Prainha com o título de Bandeira Azul foi aprovada mediante o exame e atendimento de 34 pré-requisitos divididos em quatro grupos temáticos: Informação e Educação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental e Equipamentos; e Segurança e Serviços.

O processo de certificação acabou, mas os cuidados para manter a qualidade da praia nos padrões exigidos durante a avaliação do júri do programa não param nunca e até têm que ser melhorados para justificar a permanência da Prainha na próxima temporada. Foi assim que a Prainha chegou à sua sétima Bandeira Azul conquistada. A única vez em que ela não obteve o selo de aprovação da FEE foi na temporada de 2018/2019, devido a não apresentação dos testes de qualidade da água, feitos por um órgão do Estado, no prazo estabelecido.

Foco no micro lixo

O principal objetivo do Programa Bandeira Azul é aumentar a participação e conscientização da sociedade e de gestores públicos para proteger os ambientes marinhos costeiros, estimulando a solução de problemas na busca da qualidade e proteção ambiental. A ênfase da instituição para a temporada atual está na atenção com o micro lixo nos oceanos, orientação presente em todas as avaliações da FEE para a concessão da Bandeira Azul em todo o mundo no momento.

Alinhada com essa recomendação, o Núcleo de Educação Ambiental do Parque Natural Municipal da Prainha intensificou ações de educação e conscientização ambiental mobilizando os frequentadores, desde o verão passado, com palestras sobre o impacto na natureza do descarte inadequado de resíduos plásticos, exposições de pinturas e fotografias com temas sobre o mar, e com mutirões de limpeza.

Os gestores da Prainha também redobraram a atenção com o lixo no mar. Eles constataram que os resíduos encontrados nas águas não são oriundos da própria praia, mas chegam à Prainha com as correntes vindas de outros lugares, como do Rio Morto, do Canal do Quebra-Mar e da Praia do Pepê, dependendo dos ventos. Por isso, os mutirões para limpeza do mar passaram a ser mais frequentes.

Esse lixo é uma ameaça às tartarugas que se alimentam na Prainha, especialmente cotonetes plásticos que são descartados nos vasos sanitários das residências e despejados nos rios e acabam chegando ao mar. Os gestores da praia perceberam que, ao contrário de canudos plásticos e tampinhas, os cotonetes passaram a ser encontrados em maior quantidade no mar.

Outra preocupação dos gestores é com a limpeza da areia. O foco é sobre o chamado microlixo, como resíduos de plásticos em geral, tampinhas, canudos e pequenos objetos que, na areia, acabam não sendo recolhidos pelo gadanho, a vassoura usada pelos garis da Comlurb na varrição diária da areia da praia. Por isso, os educadores ambientais do Parque Natural Municipal da Prainha fazem vistorias diárias no local para recolher esses resíduos.

  • 11 de novembro de 2019