Trinta jovens do Jacarezinho vão receber atendimento psicológico oferecido pela JUVRio e Casa do Menor

Publicado em 24/05/2021 - 11:43 | Atualizado
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Eles foram selecionados pela Secretaria de Assistência Social, Associação de Moradores e LabJaca - Bernardo Cordeiro/Prefeitura

Trinta jovens do Jacarezinho vão receber atendimento psicológico e acompanhamento oferecidos pela Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio), em parceria com a Casa do Menor São Miguel Arcanjo. As duas instituições assinaram na sexta-feira (21/05) um protocolo de intenções celebrando o acordo. Além do atendimento psicológico presencial, eles vão receber um celular para que possam ser acompanhados também de maneira virtual e vão passar por uma capacitação em saúde mental do UNICEF e Movimento Saber Lidar (ASEC).

Ao fechar a parceria, o secretário da JUVRio, Salvino Oliveira, destacou que a ideia é um projeto piloto que pode se expandir para outras regiões. – Essa parceria é uma resposta rápida da Prefeitura, por meio de uma união de secretarias, para as pessoas que sofreram naquele momento da ação. Queremos trazer ainda a importância do atendimento psicológico para além desse acontecimento triste, a depressão já é a terceira maior causa de morte entre os jovens.

Os jovens foram selecionados por terem sido afetados direta ou indiretamente pela operação da Polícia Civil do RJ que deixou 25 mortos na região esse mês. O envolvimento direto é ter um familiar que foi executado e o indireto inclui residir no Jacarezinho e presenciar violência cotidianamente. Fizeram parte da seleção o LabJaca e os Centros de Referência de Assistência Social (CRASS) e a Associação de Moradores do Jacarezinho.

A Casa do Menor também comemorou a parceria na assinatura. Psicóloga da instituição, Diny Sousa é responsável por coordenar a equipe que vai atender os jovens e contou como será esse processo. – Um grupo de psicólogos, que tem experiência na área de direitos humanos e histórico de atuação em territórios de conflito, vai fazer o atendimento de maneira voluntária e emergencial pela situação de trauma que ocorreu. O acompanhamento pelo celular surgiu da necessidade de um atendimento amplo, que vá além dos horários de atendimento presenciais.

  • 24 de maio de 2021