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Prefeitura é uma das vencedoras do prêmio Desafio de Prefeitos 2025-2026, da Bloomberg Philanthropies
Publicado em 27/02/2026 - 17:49 | Atualizado em 27/02/2026 - 18:09
Centro Administrativo São Sebastião (Cass), sede da Prefeitura - Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio A cidade do Rio de Janeiro é uma das 24 vencedoras do Desafio de Prefeitos 2025-2026 da Bloomberg Philanthropies — uma competição global que reconhece municípios com as melhores ideias inovadoras para fortalecer serviços essenciais. O Rio foi premiado por sua proposta de utilizar tecnologia para o combate à pobreza extrema por meio de uma abordagem de “busca ativa” digital.
O projeto criado pela IplanRio, empresa pública de tecnologia vinculada à Casa Civil (CVL), propõe o uso de Agentes Comunitários de Saúde para mapear famílias em situação de vulnerabilidade, integrando essas informações ao DataLake municipal e a uma IA generativa (LLMs) capaz de conectar proativamente os cidadãos mais vulneráveis aos serviços públicos essenciais.
Ao cruzar dados de saúde e assistência social, é possível identificar e conectar cidadãos com necessidades específicas aos serviços públicos adequados, garantindo que o auxílio chegue a quem mais precisa com mais agilidade e de forma automática, aprimorando a gestão da municipalidade.
A cidade receberá US$ 1 milhão da Bloomberg Philanthropies, além de orientação especializada e recursos para formar uma equipe dedicada à ampliação da iniciativa. Além disso, a Prefeitura do Rio ganha consultoria global para refinamento dos algoritmos e da metodologia do projeto, em conjunto com especialistas internacionais. O objetivo é, com o uso responsável da tecnologia, avançar para um modelo de governo mais proativo, capaz de antecipar demandas e atender melhor quem precisa.
– A cidade do Rio fica muito feliz em receber o prêmio do Desafio dos Prefeitos, conquistando o apoio da Bloomberg Philanthropies. Com este suporte, será possível implementar um projeto inovador, que une inteligência artificial com cuidado humano para levar os serviços da Prefeitura a quem mais precisa, identificando necessidades e facilitando o acesso a serviços essenciais. Esse reconhecimento mostra que o Rio está no caminho certo. Somos hoje uma referência internacional em inovação e tecnologia a serviço das pessoas. Nossa proposta nasce do olhar atento às necessidades da população mais vulnerável, com o objetivo de usar a tecnologia para não deixar ninguém para trás, investindo em um governo proativo – disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Com o apoio da Bloomberg Philanthropies, o projeto poderá ser implementado em larga escala, combinando inteligência artificial com o olhar técnico dos profissionais da Prefeitura. A proposta é que serviços como vacinação e educação pública deixem de depender exclusivamente da iniciativa das famílias diante da burocracia e passem a chegar até elas de forma mais ágil e eficiente.
– O Rio venceu porque entendeu que a tecnologia só faz sentido quando serve às pessoas. O reconhecimento da Bloomberg Philanthropies chancela o Rio como referência mundial em GovTech. Com este prêmio, a IplanRio ajuda a cidade a dar um passo gigante para erradicar a invisibilidade social. Vamos usar a inovação para antecipar necessidades e garantir que nenhum carioca fique para trás na era digital – disse o presidente da IplanRio, João Carabetta.
As 24 vencedoras foram: As-Salt (Jordânia); Barcelona (Espanha); Beira (Moçambique); Belfast (Reino Unido); Benin City (Nigéria); Boise (Estados Unidos); Budapeste (Hungria); Cidade do Cabo (África do Sul); Cartagena (Colômbia); Fez (Marrocos); Fukuoka (Japão); Ghaziabad (Índia); Ghent (Bélgica); Kanifing (Gâmbia); Lafayette (Estados Unidos); Medellín (Colômbia); Netanya (Israel); Pasig (Filipinas); Rio de Janeiro (Brasil); South Bend (Estados Unidos); Surabaya (Indonésia); Toronto (Canadá); Turku (Finlândia); Visakhapatnam (Índia).
Segundo a organização, juntas, as abordagens das cidades vencedoras formam um modelo de governança do século XXI que está emergindo dentro das prefeituras: ações focadas em problemas que outros atores — estaduais, nacionais ou privados — deixaram sem solução; sistemas criados para identificar riscos precocemente e agir antes que crises aconteçam; equipes estruturadas para atuar de forma integrada entre órgãos e setores, buscando resultados concretos; políticas públicas desenvolvidas em parceria com os moradores; compras públicas municipais orientadas para moldar mercados — do abastecimento alimentar local a materiais de construção mais limpos — em benefício do interesse público; e o uso de tecnologia digital e inteligência artificial combinado ao julgamento profissional para melhorar a experiência cotidiana e os resultados.
Para saber mais sobre as 24 cidades vencedoras, visite: mayorschallenge.bloomberg.org.
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