Prefeitura inicia demolição de prédio de oito andares na Muzema

Publicado em 30/04/2019 - 16:59 | Atualizado em 01/05/2019 - 16:50
Equipe da Prefeitura do Rio trabalha no topo de prédio que está sendo demolido na MuzemaEquipe da Prefeitura do Rio trabalha no topo de prédio que está sendo demolido na Muzema. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou nesta terça-feira, dia 30/04, a demolição do prédio no lote 92 do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na Estrada de Jacarepaguá 370. No local, em 12 de abril,  dois edifícios ilegais desabaram vitimando 23 pessoas.

Operários trabalham em prédio que está sendo demolido
Operários trabalham em prédio que está sendo demolido. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

O prédio vermelho de oito andares será demolido de forma manual inicialmente, por conta da altura, buscando assim afastar o risco de abalo estrutural em outras construções no entorno. Os trabalhos da Coordenadoria Geral de Operações Especiais (CGOE) – órgão vinculado à Secretaria de Conservação – começaram pelas paredes internas e pela cobertura e seguirão desta forma até que a altura seja equivalente a três andares, quando uma restroescavadeira poderá ser usada para auxiliar a derrubada do edifício. A expectativa é de que os serviços sejam concluídos em 30 dias, envolvendo 60 trabalhadores de diversos órgãos municipais.

Pilar de prédio foi escorado

A demolição deste prédio teve início após a Coordenadoria Geral de Projetos, ligada à secretaria de Infraestrutura e Habitação, escorar os pilares reforçando estruturalmente as paredes para que os antigos moradores pudessem entrar para retirar pertences. Após essa fase, nesta manhã a Defesa Civil municipal realizou nova vistoria e liberou o prédio para que operários do CGOE pudessem entrar com segurança para iniciar o desmonte.

Na última quarta-feira, dia 24/04, a Conservação executou em um único dia com auxílio de máquinas a demolição do prédio de três andares que estava em construção no lote 93-A, situado no mesmo condomínio. Laudo da Defesa Civil realizado após o incidente apontou que estas duas construções tinham risco iminente de colapso e deveriam ser demolidas imediatamente.

  • 30 de abril de 2019