Guarda Municipal participa de projeto de combate ao racismo em escola de Bangu

Publicado em 23/03/2022 - 16:22 | Atualizado
Projeto Combatendo o Racismo na Escola - Divulgação / Prefeitura do Rio

A Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) está apoiando o projeto “Combatendo o Racismo na Escola” promovido pela Escola Municipal Waldir Azevedo Franco,  em Bangu, na Zona Oeste. O evento teve início segunda-feira (21/03) e segue até sexta-feira (25/03). A ação faz parte de uma proposta do Núcleo de Relações Étnicas da Secretaria Municipal de Educação, que propôs 21 dias de ativismo contra o racismo.

 

– Após 60 anos, nossa escola tem a sua primeira gestão inteiramente composta por pretos. Isso deu uma motivação maior para que fizéssemos o projeto a fim de promover a nossa cultura e combater o preconceito. A participação da Guarda foi essencial. Já conhecíamos o trabalho desenvolvido nas escolas, pela Ronda Escolar, mas por meio de um primo conheci o trabalho de conscientização e combate ao racismo e a parceria deu muito certo – destaca a diretora adjunta Bruna Romão.

 

Já na segunda-feira, Dia internacional de combate ao racismo, a GM-Rio marcou presença na escola com a participação da Banda de Música e com integrantes da Diretoria de Recursos Humanos, para palestras sobre questões relacionadas ao tema, além de apresentação de um guarda capoeirista. Ao longo da semana, a participação da GM-Rio também está envolvendo outras manifestações culturais, como o teatro e novamente a Banda de Música.

O guarda municipal Paulo César Nascimento fez uma palestra sobre Racismo Estrutural em conjunto com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB de Campo Grande, Nivalde Francisca, sobre o tema “Racismo Estrutural”. O guarda Nascimento tem ampla experiência em projetos de acolhimento institucional e é presidente do Instituto Globaafrica, que atua em parceria com o Consulado Angolano no atendimento a pessoas em vulnerabilidade social, em especial as que são pretas.

O assunto foi abordado junto aos professores e também a alunos de 8 a 12 anos.

 

– As crianças participaram bastante da palestra, compartilhando experiências pessoas e histórias de preconceito vivenciadas por parentes, como o pai, a mãe, um tio – destacou o GM.

 

Também foi oferecida palestra sobre cyberbullying pelo assistente da DRH, Alexsander Rodrigues.

  • 23 de março de 2022