Mulheres de diferentes tradições se unem em prol do combate à intolerância religiosa

Publicado em 21/01/2021 - 16:33 | Atualizado em 22/01/2021 - 13:23
Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa - Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

A Secretária de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, e sua equipe receberam nesta quinta-feira (21/01) mulheres de diferentes tradições para abençoar os trabalhos da Secretaria e visibilizar a importância do combate à intolerância religiosa.

Participaram Niara do Sol, Indígena Fulni-ô e Kariri Xocó; Caren Vieira, da Juventude Católica; Maria Elena Barbosa Nogueira, Umbandista da Casa do Perdão e; Aurinete Trindade, Evangélica, Diaconisa e Líder de Missões. O evento contou também com a participação de Duau Puri, Indígena e Arte Educador.

Além da benção, foi realizada uma roda de conversa para compartilhar os diferentes trabalhos sociais realizados por estas mulheres em seus territórios: apoio à mulheres encarceradas e recém-libertas, aulas de reforço escolar, distribuição de sopa para pessoas em situação de rua, aula de artes para pessoas em situação de vulnerabilidade, aulas de corte e costura com foco em mães solos, entre outros.

– É no encontro das diferenças e na coletividade que podemos projetar futuros. Essas bênçãos diversas irão fortalecer nosso trabalho frente às violências que enfrentam tantas mulheres da nossa cidade e na construção de projetos que transformem essa realidade, promovendo a equidade para as gerações que virão – afirmou a Secretária, Joyce Trindade.

 

Mulheres de diferentes tradições se unem para abençoar a caminhada da Secretaria – Marcos de Paula/Prefeitura

 

No Brasil, o direito à liberdade de religião ou crença está previsto no artigo 5º, VI, da Constituição Federal. Ainda assim, 1.355 crimes que podem estar relacionados à intolerância religiosa foram registrados em 2020 no estado do Rio de Janeiro, ou seja, mais de 3 casos por dia, segundo levantamento do ISP-RJ. A injúria por preconceito é o ato de discriminar um indivíduo em razão da raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional tem por objetivo a inferiorização de todo um grupo étnico-racial e atinge a dignidade humana. Vale salientar que esses crimes são, comumente, subnotificados.

A série histórica 2015 – 2019 do ISP-RJ mostra que 58,7% das vítimas de injúria por preconceito são mulheres.

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado anualmente, no dia 21 de janeiro, com objetivo de alertar a população para o perigo da discriminação e o preconceito religioso e dar visibilidade à luta pelo respeito a todas as religiões. A data foi instituída em 2007 pela Lei n° 11.635, em homenagem à Iyalorixá (mãe) Gilda, do terreiro Ilê Abassá de Ogum (BA), que foi vítima de intolerância religiosa no final de 1999 e em referência ao Dia Mundial da Religião.

  • 21 de janeiro de 2021