Blockchain.Rio: workshop debate uso de nova tecnologia no serviço público

Publicado em 10/12/2019 - 12:16 | Atualizado em 10/12/2019 - 16:48
  • Início/
  • /
  • Blockchain.Rio: workshop debate uso de nova tecnologia no serviço público
Workshop reuniu representantes de segmentos dos setores público e privado para disseminar o Blockchain (Foto: ASCOM Prefeitura Rio de Janeiro)Workshop reuniu representantes de segmentos dos setores público e privado para disseminar o Blockchain (Foto: ASCOM Prefeitura Rio de Janeiro)

A Prefeitura do Rio realizou, na última segunda-feira, 9 de dezembro, o workshop “Blockchain.Rio: impactos e potenciais de aplicação na gestão pública”. Promovido pelo Comitê de Governança de Políticas para Inovação, com apoio da Secretaria Municipal de Fazenda, através da Fomenta Rio, Assessoria Especial de Inovação, Fundação João Goulart, IPLANRIO e COR – Centro de Operações Rio, o evento reuniu representantes de segmentos dos setores público e privado para disseminar o Blockchain, tecnologia baseada em geração de dados criptografados.

O workshop aconteceu no ‪centro cultural Hub RJ, na Zona Portuária, e tem parceria com o LabGov.RIO, que além de ser um espaço da Prefeitura dedicado à inovação, é também um conceito que permeia ações inovadoras na cidade. Na abertura, Cesar Augusto Barbiero, Secretário Municipal de Fazenda, ressaltou a importância de se buscar novas tecnologias que melhorem a prestação de serviços públicos.

– Hoje nós devemos ter mais ou menos 1.500 câmeras na cidade. Novos investimentos vão trazer no mínimo 10 mil câmeras com reconhecimento facial, 5 mil pontos de wi-fi distribuídos pelo município, além de sensores de chuvas e de entupimentos de bueiros. Então para solucionar problemas não só da cidade, como também na vida das pessoas, nós vamos incubar de 120 a 140 startups por ano e vamos acelerar esse processo para melhorar o Rio de Janeiro nesse momento de crise, destacou o Secretário de Fazenda.

A tecnologia Blockchain é conhecida por fornecer dados protegidos e dotados de características, como confiabilidade, autenticidade e auditabilidade. O seu nome vem da ideia de possibilitar transações, inclusive financeiras, agrupadas em formas de blocos sem cobrança de taxas de operação e por meio virtual. No âmbito da administração pública, ela é um instrumento para tornar os processos e serviços mais eficientes, seguros, transparentes e econômicos.

– O setor público produz muitos dados e eles precisam ser racionalizados. O Blockchain é extremamente interessante nesse sentido, pois é uma tecnologia segura e que ainda por cima reduz o custo operacional dos serviços. Não é à toa que governos de diversos países como Espanha e Singapura estão buscando essa solução, explica Leonardo Soares, Diretor de Inovação da Agência da Fomenta Rio.

Ao longo do dia, convidados exploraram a versatilidade de aplicação do Blockchain no Brasil e no mundo. Marcela Gonçalves, Diretora de Desenvolvimento da Multiledgers, apresentou a conceituação da tecnologia. Nayam Hanashiro e Keiji Sakai, da empresa R3, detalharam a experiência no setor de registro de imóveis do governo do Reino Unido. Mariana Fiúza, especialista em inovação, mostrou como a tecnologia auxiliou a Prefeitura de Teresina no controle de frota do transporte público. Suzana Maranhão, da equipe de Blockchain do BNDES, abordou oportunidades e desafios de implantação no setor público.

No encerramento, Julio Urdangarin, Diretor Presidente do IPLANRIO, projetou possíveis usos do Blockchain na administração municipal.

– Hoje a tecnologia Blockchain pode ser aplicada, por exemplo, no sistema da Nota Carioca e no aplicativo Taxi.Rio. Nesse sentido, o encontro de hoje é fundamental, pois mostra como é possível utilizar a inovação para oferecer serviços melhores para a sociedade com redução de custos e ainda mais transparência, resumiu Julio.

Categoria: Fazenda

10 de dezembro de 2019