Professores da rede municipal viram alunos para aprender sobre antirracismo

Publicado em 28/10/2022 - 11:37 | Atualizado em 28/10/2022 - 11:43
Os professores percorreram diversos pontos do Centro que têm ligação com a história do povo negro - Ana Clara Schwartz/Prefeitura do Rio

Cem professores da rede municipal viraram alunos na tarde desta quinta-feira (27/10), para aprender sobre a valorização da cultura e da história negra. O projeto Heranças Africanas, desenvolvido pela Gerência de Relações Étnico-Raciais (Gerer), da Secretaria de Educação, percorreu de forma guiada diversos pontos do Centro do Rio, que têm ligação direta com a história do povo negro da cidade. A ideia é que esses professores, que são alfabetizadores, multipliquem o conhecimento desde o momento da alfabetização.

– Enquanto a criança aprende a ler e escrever, ela está significando o mundo ao seu redor. É papel da escola, nesse contexto, trabalhar o pertencimento. Enaltecer a cultura e a história negra é muito importante para a formação dos nossos alunos e tem um impacto para o resto da vida. Nunca é cedo o suficiente para promovermos uma educação antirracista que valorize o pertencimento e a ancestralidade – diz o secretário de Educação Renan Ferreirinha.

A visita guiada durou 1h30 e o forte calor que fazia na cidade não desanimou nenhum dos educadores. Muitos deles, apesar de morarem no Rio a vida toda, não conheciam pontos como a Pedra do Sal, Mirante do Morro da Conceição, Jardim Suspenso do Valongo, Espaço Cultural Pequena África, Espaço Cultural Casa da Tia Ciata e o Largo do Depósito.

A ideia é que os professores repliquem o conhecimento desde o momento da alfabetização.

– A gente acredita que essas iniciativas funcionam na superação do racismo por meio da uma alfabetização que conte as histórias da cidade. O aluno aprende melhor quando ouve e aprende sobre suas histórias e de seu povo. Ler e escrever precisa levar em conta a memória da população africana, afro-brasileira e indígenas – diz Ricardo Jaheem, diretor da Gerência de Relações Étnico-Raciais (Gerer).

 – Se cada vez mais cedo a gente pauta esse diálogo, a gente sabe o quanto elas são maravilhosas e capazes de multiplicar esses debates para suas famílias, para os seus ambientes, e aí, a gente sabe que assim, a gente chega cada vez mais longe – diz a educadora Samantha Alves.

Sobre a Gerer

Criada em janeiro de 2021, a Gerência de Relações Étnico-Raciais (GERER)tem por objetivos pensar e articular ações de caráter transversal e intersetorial, respaldadas pelas legislações vigentes que orientam o trabalho de implementação da Educação para as Relações Étnico-Raciais, constituindo-se como um órgão de natureza consultiva, mediadora e de planejamento estratégico, que deve atuar de forma circular e mover-se através dos eixos Currículo, Formação e Projetos Intersetoriais.

 

Os professores conheceram a história do Cais do Valongo – Ana Clara Schwartz/Prefeitura do Rio
  • 28 de outubro de 2022
  • Skip to content