Prefeitura do Rio ajuda pianista carioca que sonha fazer mestrado em música na Alemanha

Publicado em 01/10/2020 - 16:58 | Atualizado
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Centro da Música Carioca será palco de gravação de vídeo que será enviado como parte do material para concorrer à vaga na Europa Foto Divulgação

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria municipal de Cultura, está ajudando uma pianista carioca da Taquara, na Zona Oeste, a tentar realizar um sonho: conseguir uma vaga de mestrado na Alemanha. Aluna do último período de graduação em Música na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Laís Reis, de 24 anos, há meses buscava um espaço para realizar a gravação de um vídeo que será enviado como parte do processo de seleção do curso. Essa busca fez com que ela, que é professora de piano há três anos, chegasse até a cancelar aulas. A mobilização de um aluno, porém, mudou tudo. E Laís encontrou o espaço que buscava para sua gravação: o Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, cedido pela Prefeitura para esse fim.

A história de Laís ilustra bem o Dia Internacional da Música, comemorado nesta quinta-feira (1º/10). Mas a trajetória de Laís começa bem antes. Em 2011, então com 15 anos, ela iniciava seus primeiros toques no piano, ainda estudante do ensino médio. Hoje ela se sente mais perto do mestrado na Alemanha porque enfim encontrou o lugar onde gravar o vídeo que precisa enviar para concorrer à vaga de estudo.

“Esse é um sonho antigo. Eu estudei na Suécia durante um tempo e fiquei maravilhada com as estruturas e oportunidades dadas aos alunos para participarem de concertos. Tentei gravar em alguns lugares, mas os pianos eram muito antigos. Cheguei a desmarcar as minhas aulas para fazer essa busca, mas um dos meus alunos e a mãe dele se mobilizaram, e conseguimos essa parceria aqui no Centro da Música, por meio da Secretaria de Cultura”, relata a artista.

O Centro de Música Carioca Artur da Távola, que em 2020 completou 13 anos, é um local dedicado exclusivamente às atividades que estão relacionadas com a linguagem musical, como: exposições, oficinas, palestras e workshops, aulas e shows. Neste período, foram realizados mais de 2.500 shows, com a participação de cerca de 7.500 músicos, chegando a um público de mais de 300 mil pessoas.

Fechado desde março devido à pandemia do novo coronavírus, o Centro está em fase de planejamento para a retomada de suas atividades.

“É um local que tem uma demanda exclusiva para linguagem musical, o que é essencial pois alcança artistas e músicos que têm uma produção intensa e precisam de um espaço com condições dignas para que apresentem os seus trabalhos. Desde a sua criação, sempre teve a preocupação de ter uma estrutura de qualidade para receber todos de maneira acolhedora. Por isso, ouvimos relatos de diversas pessoas que ficam encantadas com o tratamento que oferecemos”, disse o diretor artístico do Centro, Rubens Kurin, na função desde 2013.

Em tempos de pandemia de covid-19, Laís destaca que a arte ganhou outro significado:

“A situação do coronavírus trouxe um paradoxo em relação à arte e sobre o que é essencial. Vimos que arte é saúde e também bem-estar. Ela foi fundamental para que eu aprendesse a lidar com o meu dia a dia, e hoje, mesmo sem o público, o piano virou a minha rotina. É como bem disse Aldir Blanc: ‘O show de todo artista tem que continuar!'”, afirmou.