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Rio.IA Saúde vai conectar SMCT, SMS, Ministério da Saúde, Fiocruz, PUC-Rio e outras instituições
Publicado em 10/06/2026 - 11:30 | Atualizado- Início/
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- Rio.IA Saúde vai conectar SMCT, SMS, Ministério da Saúde, Fiocruz, PUC-Rio e outras instituições
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCT) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lança o Hub Rio.IA Saúde, no estande da Invest.Rio no Web Summit 2026, nesta quarta (10/06), às 14h. O programa vai conectar startups de inteligência artificial à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a hospitais universitários federais da rede HU Brasil e ao complexo econômico da saúde, que abrange todas as indústrias do segmento, para desenvolver e validar soluções tecnológicas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Hub Rio.IA vai operar de forma contínua em pesquisa aplicada, eventos, formação, consultoria e apoio à elaboração de políticas públicas e estratégias empresariais, utilizando os programas de inovação aberta como instrumentos de ativação setorial. O Hub é resultado de convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre ABDI, Prefeitura do Rio de Janeiro e PUC-Rio. O lançamento vai acontecer no estande da Invest.Rio.
O programa será executado pelo Instituto ECOA da PUC-Rio. O objetivo é desenvolver soluções de IA, por meio de startups, em parceria obrigatória com indústrias do setor da saúde, com validação clínica e científica conduzida por instituições públicas de excelência, gerando empregos e fortalecendo o ecossistema de inovação.
Os testes serão conduzidos em unidades da SMS, que oferecem o ambiente e o aparato necessários para o fomento de tecnologia aplicada aos serviços públicos de saúde. Os desenvolvedores também terão acesso ao Data Lake da Saúde, a base de dados da SMS.
Os recursos a serem desenvolvidos, e que serão aplicados diretamente ao SUS, seguirão a Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde (Portaria GM/MS nº 2.261/2023) do Ministério da Saúde, garantindo que cada projeto seja criado a partir de uma necessidade real e prioritária do SUS, melhorando a eficiência através de inteligência artificial. Além do Ministério da Saúde, o programa conta com apoio da Fiocruz, da HU Brasil (Ebserh), da FIRJAN e da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). O primeiro edital será lançado durante a FISWeek 2026, o maior fórum de saúde da América Latina, realizado anualmente no Rio de Janeiro.
– O Rio.IA Saúde representa a convergência de uma decisão política clara com a infraestrutura científica mais densa do país. O Rio de Janeiro tem Fiocruz, tem hospitais universitários federais, tem PUC-Rio, tem uma indústria da saúde com capacidade instalada real. O que faltava era um mecanismo permanente que transformasse esse potencial em produtos e soluções dentro do SUS. É isso que estamos construindo — e fazemos isso em alinhamento direto com a Nova Indústria Brasil e com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O Rio não está apenas no mapa da inovação em saúde: está liderando — afirma Gabriel Medina, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
– O Rio.IA Saúde é uma iniciativa fundamental para atualizar e aprimorar os recursos disponíveis ao Sistema Único de Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde conta com uma rede robusta, um banco de informações de ponta e unidades totalmente equipadas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas, o que dará o apoio necessário aos desenvolvedores. O Hub Rio.IA coloca o que há de melhor e mais moderno a serviço da população e da saúde pública, reafirmando nossa tradição de dar suporte permanente à pesquisa e à inovação – diz o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.
O Rio.IA Saúde é o primeiro tema do Hub Rio.IA, dedicado ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e nasce em convergência com três instrumentos estruturantes da política federal: A Nova Indústria Brasil — Missão 2 (CEIS resiliente para reduzir vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso à saúde, com R$ 300 bilhões em mobilização industrial prevista); Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do CEIS (Decreto nº 11.715/2023), com seis programas estruturantes ativos, entre os quais o PDIL, o PDP e o PPDN funcionarão como mecanismos de escalonamento das soluções validadas; e Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024–2028 (PBIA), com R$ 23,03 bilhões coordenados pelo MCTI e alinhamento dos eixos de IA para melhoria dos serviços públicos e IA para inovação empresarial aplicado à saúde.
Vale destacar que o Rio de Janeiro é um dos estados com maior número de instituições científicas e tecnológicas em saúde do país. A Fiocruz é um dos exemplos de sucesso. A Fundação inaugurou recentemente a nova sede do seu Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), com investimento federal de R$ 405 milhões e que reúne na cidade unidades de produção, pesquisa e inovação que incluem Bio-Manguinhos, Farmanguinhos e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. A esse ecossistema somam-se a UFRJ, a UERJ, a UFF, o INCA, a PUC-Rio e os hospitais universitários federais da rede HU Brasil.
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), vai atuar como parceira estratégica e braço executivo da Nova Indústria Brasil (NIB), conferindo ao programa conexão direta com a política industrial federal. A AWS (Amazon Web Services) e a AI Cube, empresa especializada em inteligência artificial agêntica e que está entre as 10 maiores startups do mundo aceleradas pelo Web Summit, serão as patrocinadoras estratégicas do primeiro ciclo, com aporte de R$ 2 milhões. Além de recursos financeiros, a empresa disponibilizará sua plataforma proprietária de redes de inteligência distribuída, colocando o programa na fronteira tecnológica da IA aplicada à saúde.
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