Prefeitura faz operação em garagens de ônibus e 33 linhas voltam a circular

Publicado em 17/08/2020 - 11:58 | Atualizado
Serviços que tinham maior quantidade de queixas da população foram prioritários na açãoServiços que tinham maior quantidade de queixas da população foram prioritários na ação. Crédito: Nelson Perez/Prefeitura do Rio

Na madrugada desta segunda-feira (17), a Secretaria Municipal de Transportes, por meio do recém-criado Comitê Executivo emergencial para readequação das linhas de ônibus da cidade, realizou uma grande operação nas garagens das empresas com foco nas linhas reclamadas por inoperância e circulação com frota reduzida, irregularidades que se agravaram durante a pandemia. A ação resultou na retomada da operação de 33 linhas regulares.

Ao todo, 11 equipes com cerca de 80 agentes e 17 viaturas, com o apoio da Guarda Municipal, inspecionaram 10 garagens e reuniram dados para um inventário de situação de veículos que se encontram fora de operação, levantaram informações sobre a composição das equipes que deveriam estar em atividade, e das linhas reclamadas através do canal direto da população com a secretaria, o SMTR com VOCÊ. Além disso, os fiscais analisaram a documentação, vistoria, itens de segurança, cumprimento dos protocolos sanitários e o estado de conservação dos coletivos. As garagens inspecionadas foram: Pégaso/Palmares, Jabour, Barra, Redentor/Futuro, Transurb, Real, Braso Lisboa, Nossa Senhora de Lourdes, Pavunense e Vila Real. As equipes documentaram as irregularidades para a devida apuração de responsabilidade junto aos operadores e consórcios.

Além do trabalho de campo pelo comitê, a SMTR já realiza diferentes levantamentos com base nos 688 serviços cadastrados. A lista atualizada, com base no canal oficial da secretaria, conta com 144 linhas reclamadas por inoperância ou circulação com frota reduzida, o que representa cerca de 20% do total de serviços cadastrados na secretaria. Após a intervenção dos agentes nas garagens, nesta segunda-feira, 22% do total de linhas com reclamações no canal voltaram a circular e serão rigorosamente acompanhadas pela pasta. Os serviços retomados foram:

010 (Fátima x Central)

109 (São Conrado x Central)

311 (Engenho Leal x Candelária)

342 (Jardim América x Castelo)

346 (Madureira x Candelária)

349 (Rocha Miranda x Castelo)

380 (Curicica x Candelária)

384 (Pavuna x Passeio)

385 (Village Pavuna x Passeio)

389 (Vila Aliança x Candelária)

702 (Praça Seca x Madureira)

739 (Sulacap x Bangu)

741 (Barata x Bangu)

743 (Barata x Bangu)

744 (Realengo x Cascadura)

773 (Cascadura x Pavuna)

817 (Terminal Recreio x Vargem Grande)

822 (Corcundinha x Campo Grande)

825 (Campo Grande x Jesuítas)

830 (Pedregoso x Campo Grande)

832 (Taquara x Alvorada)

833 (Conjunto Mangaratiba x Campo Grande)

841 (Vilar Carioca x Campo Grande)

842 (Paciência x Campo Grande)

849 (Base Aérea de Santa Cruz x Campo Grande)

850 (Mendanha x Campo Grande)

869 (Santa Margarida x Campo Grande)

882 (Tanque x Alvorada)

887 (Pechincha x Barra da Tijuca)

891 (Sepetiba x Mato Alto)

893 (Jardim Palmares x Campo Grande)

895 (Serrinha x Campo Grande)

896 (Pingo D´água x Estação Mato Alto)

Segundo o coordenador do Comitê Executivo, subsecretário Allan Borges, os levantamentos feitos nas garagens são de grande importância, já que o inventário com as disfunções existentes vão permitir a intervenção do poder concedente na direção do aperfeiçoamento do transporte público por ônibus na cidade.

– Operações como essa são de extrema relevância e seguirão em nosso cronograma. O objetivo central é promover melhorias no sistema, como o carioca reivindica, precisa e merece -.

O secretário municipal de Transportes, Paulo Jobim, reconhece que a pandemia afetou seriamente o segmento do transporte público, não só na cidade do Rio, como em outras grandes capitais, e está acompanhando a tramitação do projeto do governo federal que trata do apoio ao setor nos estados e municípios. Em caso de aprovação, a Prefeitura do Rio, poder concedente, vai utilizar, preferencialmente, para a implementação das medidas estabelecidas, o critério de desempenho contratual dos operadores e consórcios, especialmente quanto à regular operação das linhas.