Prefeitura do Rio mobiliza leitores com uma variedade de iniciativas culturais online

Publicado em 28/05/2020 - 14:31 | Atualizado
Iniciativa mobiliza leitores e atividades culturais em meio à pandemia. Crédito: Divulgacão

Com a quarentena imposta pelo novo coronavírus, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), conseguiu mobilizar ainda mais leitores em toda cidade pelas redes sociais. Com saraus virtuais, contação de histórias, workshops, lives e oficinas para toda a família, a reformulação das ações para o virtual tem atraído cada vez mais pessoas ao mundo dos livros. Além disso, outras iniciativas têm chamado a atenção dos internautas.

Como forma de fortalecer a participação do público, a pasta, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a MultiRio, está com inscrições abertas, até o dia 5 de junho, para o Prêmio Literário Caique Botkay. Com o tema “A arte da reinvenção”, a iniciativa selecionará os 10 melhores contos com narrativas e reflexões sobre o novo formato que a sociedade adotou mediante as circunstâncias de uma pandemia.

– Cada vez mais temos nos empenhado em planejar ações efetivas que, de fato, alcancem todas as pessoas. Nesse momento em que é necessário estarmos em isolamento, nosso objetivo de cuidado tem sido não só com os artistas e produtores de cultura, mas, com o nosso público, com as pessoas que nos acessam. Sem sair de casa, milhares de pessoas têm acessado nossos conteúdos, participando das lives e saraus, baixando os livros disponibilizados. Essa experiência tem sido muito boa -, afirmou o secretário de Cultura, Adolfo Konder.

Em 2019, a Gerência de Livro e Leitura da SMC doou cerca de 15 mil livros em ações como a Paixão de Ler, que teve sua 27ª edição, e durante atividades em estações do BRT. Atualmente, com o momento de isolamento social e pensando o cuidado com o público leitor, os livros têm chegado de uma forma diferente nas casas das pessoas. Assim começou o Sarau Virtual, por meio do compartilhamento de vídeos de leitores, autoras e autores, das diversas bibliotecas municipais e espaços de leitura. Com milhares de visualizações, a proposta reuniu públicos de diferentes lugares como Santa Teresa, Irajá, Campo Grande, Realengo, e muitos outros bairros.

– Com o fechamento dos equipamentos culturais em função da pandemia, todos esses espaços tiveram que se reinventar, levando suas atividades e programações para as redes sociais. Entendemos que o fomento à leitura não pode parar e nossos leitores continuam a ter nosso apoio, aproveitando da melhor maneira as ferramentas que temos disponibilizado. Foi um processo bastante difícil e intenso, com muitas trocas entre os gestores e a gerência, para que o trabalho pudesse fluir de outras formas. A mudança de mentalidade da lógica física para a virtual precisou de muito apoio dos gestores. Anos e anos de entendimento bibliotecário tradicional dos servidores, todo um movimento para se adaptarem à nova realidade. Somos muito gratas a esses profissionais – ressaltou Renata Costa, Gerente da Gerência de Livro e Leitura.

Além dos equipamentos públicos, a Gerência agrega também, em parceria, a Rede Carioca de Bibliotecas Comunitárias, com um trabalho territorial em áreas mais carentes. E, nesse período de isolamento social, não tem sido diferente, só que agora apenas online. A mediação de leitura é seu forte, bem como a incidência em políticas públicas. As participações ativas dessas bibliotecas comunitárias no Plano Nacional do Livro e Leitura e nos Planos Estaduais e Municipais têm sido exemplares.