Prefeitura apresenta plano de urbanização do PAC Periferia Viva para a Rocinha

Publicado em 07/02/2026 - 13:46 | Atualizado
O projeto do PAC na Rocinha prevê intervenções na área de mobilidade urbana. Arte: Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou, neste sábado (07/01), da apresentação do plano de urbanização e infraestrutura do PAC Periferia Viva para a Rocinha. A iniciativa do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura do Rio, prevê investimentos de R$ 350 milhões.

 

O projeto reúne um conjunto integrado de intervenções voltadas à infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida. As obras serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e integram uma estratégia de requalificação urbana construída a partir do diálogo entre poder público e população local.

 

– O mais importante dessa obra é a gente ajeitar as ruas da Rocinha.  Fazer saneamento, esgoto, água e ter as vias com drenagem e acesso. Vamos priorizar aquilo que é mais básico -, afirmou o prefeito, exaltando a parceria com o governo federal.

 

Eduardo Paes também destacou a importância de garantir um sistema firme do controle de expansão da Rocinha:

 

– Não pode mais continuar crescendo para os lados. Precisa ter limites claros para que a gente possa garantir os serviços e estabelecer os parâmetros urbanísticos.

 

O projeto conceitual submetido ao Ministério das Cidades tem como base técnica o Plano Diretor da Rocinha. A próxima etapa prevê a construção de um plano de ação participativo, no qual os moradores poderão avaliar as propostas apresentadas, apontar prioridades e indicar ajustes a partir das demandas do território. A proposta é que as intervenções sejam orientadas pelas necessidades identificadas pela própria comunidade, fortalecendo o processo de escuta e participação social na definição das ações.

 

– Todas as intervenções anunciadas aqui têm de ter discussão prévia e aprovação prévia das lideranças e moradores da Rocinha -, explicou o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, afirmando que as ações na Rocinha “vão acontecer, vão virar realidade”.

 

– Meu compromisso com as lideranças da Rocinha é que a gente priorize as áreas mais críticas: saneamento básico e melhorias de acesso aos locais de maior dificuldade aqui da comunidade -, garantiu Cavaliere.

 

O vice-prefeito lembrou o grande desafio que é, por exemplo, a coleta de lixo nas áreas de difícil acesso da Rocinha.

 

Principais frentes de intervenção

 

O plano prevê intervenções em aproximadamente 280 mil metros quadrados da Rocinha, com ações voltadas à melhoria das condições urbanas e de acesso ao território. Entre as propostas apresentadas estão a abertura de novas ruas e vias para garantir a circulação interna, além de obras de água, esgoto, drenagem e urbanização, com foco na ampliação da infraestrutura urbana.

 

Na área de mobilidade, o planejamento inclui a implantação de um Sistema Urbano de Mobilidade voltado à melhoria do acesso e ao apoio às operações de limpeza urbana.

 

O projeto, que ainda será debatido com a população, prevê também a implantação de um terminal de transporte com aproximadamente 3 mil metros quadrados, destinado à organização do transporte local e ao funcionamento do comércio popular.

 

O planejamento inclui ações de recuperação ambiental, com a requalificação de aproximadamente 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha, com melhorias de acesso, convivência e lazer.

 

Guilherme Simões, secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, disse que o PAC da Rocinha vai ajudar a mudar a vida dos moradores da comunidade.

 

Moradora da Rocinha, Maria de Lourdes Marques, de 70 anos, técnica de Saúde aposentada, mostrou-se esperançosa com o sucesso das intervenções:

–   Vai ser muito importante aqui para a favela. Vai tirar muitas famílias da situação ruim em que vivem. Temos de acreditar -, afirmou.

 

PAC Periferia Viva

 

Com o PAC Periferia Viva, a Rocinha passa a integrar um processo de planejamento urbano estruturado e participativo, que associa intervenções em infraestrutura à escuta ativa da população. A participação social será etapa central para a definição das prioridades e para garantir que as ações atendam às demandas do território.

 

O PAC Periferia Viva é coordenado pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, e tem como princípio a construção de políticas públicas a partir do diálogo com os territórios, promovendo inclusão urbana e melhoria das condições de vida da população.

 

  • 7 de fevereiro de 2026
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