Prefeitura anuncia acordo com governo federal que destinará R$ 200 milhões a mais por ano para a Saúde

Publicado em 03/08/2020 - 12:45 | Atualizado em 03/08/2020 - 13:36
Profissionais de saúde no combate à Covid-19, no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla. Fotos Marco Antonio Rezende / Prefeitura do RioMunicípio consegue mais recursos com aumento do teto de atendimentos de média e alta complexidades. Foto: Marco Antonio Rezende/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou nesta segunda-feira, 03/08, um acordo com o governo federal que vai destinar R$ 200 milhões a mais por ano em recursos para a Saúde do município. O repasse anual, feito pela União devido à municipalização de hospitais federais, passa de R$ 971 milhões para R$ 1,2 bilhão.

— São recursos federais que virão para podermos tratar melhor nossos pacientes, pagar melhor nossos médicos, comprar mais equipamentos, fazer mais procedimentos. Isso é importantíssimo para a cidade. Em um mandato, isso representa quase R$ 1 bilhão, se a gente pensar em um mandato de quatro anos. É uma grande vitória para o povo do Rio de Janeiro — afirmou Crivella, durante solenidade no Hospital Souza Aguiar, no Centro.

“Marco histórico para o SUS”

Na prática, o acordo representa mais exames, consultas, cirurgias, profissionais de saúde e equipamentos para os cariocas. Essa é uma conquista para a cidade e um legado que a gestão deixará, após iniciar as negociações em 2018.

— Esse acordo envolve um incremento de R$ 200 milhões, uma ampliação de 27% do valor do teto máximo. Saímos de R$ 971 milhões para R$ 1,2 bilhão em investimentos em saúde no município — detalhou a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch.

O superintendente do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, George Divério, definiu a iniciativa como um marco histórico para o SUS.

— A elevação desse teto é um reconhecimento do Ministério da Saúde e do governo de que, ao ver as dificuldades existentes, avaliou como uma necessidade que o Rio de Janeiro tivesse um suporte de saúde adequado à sua envergadura, como uma das cidades mais importantes do país — disse.

Nova etapa da parceria com hospitais federais

Além do novo Teto MAC que o Ministério da Saúde vai destinar para a rede municipal de saúde do Rio de Janeiro, a parceria da empresa pública de saúde da Prefeitura, a Riosaúde, com hospitais federais será renovada.

Diante da crise gerada pela pandemia de Covid-19, em abril de 2020 a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, contratou a RioSaúde para apoiar os hospitais federais, principalmente o Hospital Federal de Bonsucesso. A parceria permitiu o funcionamento de leitos de UTI e de clínica médica dedicados ao tratamento da doença.

— Uma empresa pública ágil e transparente conseguiu minimizar o déficit de recursos humanos na rede. Agora, juntos, vamos desmobilizar aos poucos a estrutura criada para o enfrentamento da Covid-19 e vamos organizar com o Ministério da Saúde, organizar e melhorar o SUS, cumprimir nossa missões individuais e coletivas — reforçou Beatriz Busch.

Agora a parceria será prorrogada, durante a etapa de desmobilização de leitos e retorno das unidades federais às suas funções de alta complexidade. O município do Rio de Janeiro seguirá apoiando o Ministério da Saúde nessa meta até que possam ser estabelecidas soluções definitivas.

Atendimento a gestantes e mulheres que tiveram bebês até 45 dias com suspeita de Covid-19

Além dos acordos, foi apresentado nesta segunda-feira, 03/08, o novo protocolo para atendimento de gestantes e puérperas (mulheres que tiveram bebês até 45 dias) com suspeita ou confirmação de Covid-19. A publicação atualiza mudanças em medicações e locais de referência para atendimento.

— Colocamos os melhores equipamentos que podíamos em nossas maternidades e equipamos nossos hospitais para melhor atender a essas mulheres, com um investimento de R$ 370 milhões — reforçou Crivella.

A partir de agora, as gestantes e puérperas com covid ou síndrome respiratória deverão ser transferidas, após atendimento inicial e estabilização do estado clínico, para hospitais gerais com CTI e leitos obstétricos, associando a assistência clínica com a obstétrica – não serão mais internadas em hospitais de referência para covid-19.