Prefeitura inaugura novo deque na Lagoa Rodrigo de Freitas

Publicado em 17/07/2020 - 15:10 | Atualizado em 20/07/2020 - 13:38
O novo deque na Lagoa, no Parque dos Pedalinhos. Foto: Nelson Perez / Prefeitura do Rio

O Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, inaugura nesta sexta-feira, 17/07, mais um deque reformado na Lagoa Rodrigo de Freitas. Desta vez, a estrutura revitalizada é o cais flutuante localizado no Parque dos Pedalinhos, na Avenida Epitácio Pessoa, próximo ao Parque da Catacumba.

– Esses deques estão sendo refeitos sem qualquer uso de recurso público, mas com gestão e contrapartidas de empresas. É uma obra bonita, que enriquece esse cartão-postal da Lagoa Rodrigo de Freitas. E fazemos isso em um momento difícil da economia, em especial pela pandemia. Houve queda expressiva na atividade econômica, as receitas caíram, mas nada disso nos impede de seguir em frente. Tenho certeza de que, quem visitar a Lagoa, vai adorar andar com as crianças, apreciar essa vista linda desses deques inteiramente refeitos – disse Crivella.

O novo deque na Lagoa, no Parque dos Pedalinhos. Foto: Nelson Perez / Prefeitura do Rio

Este é o segundo deque totalmente reformado entre os 7 que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está restaurando no espelho d’água da Lagoa. O primeiro, inaugurado pelo Prefeito Marcelo Crivella no dia 5 de junho, foi a plataforma que fica na Avenida Borges de Medeiros, em frente ao clube Monte Líbano.

– A reforma dos deques faz parte da grande força tarefa da Prefeitura em prol da Lagoa Rodrigo de Freitas. Essas obras estão sendo feitas sem uso do orçamento municipal, afirmou o secretário Municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas, referindo-se ao cumprimento de medidas compensatórias – contrapartidas de empresas que causaram danos ao meio ambiente – para custear o empreendimento.

Em março, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente começou a implantar um programa para a recuperação ambiental da orla da Lagoa Rodrigo de Freitas. Além da reforma dos deques, o trabalho inclui a criação de novos canteiros, no entorno das estruturas, para receber mudas de espécies de restinga, revitalizando a cobertura vegetal do local, para atrair de volta a fauna.

O novo deque na Lagoa, no Parque dos Pedalinhos. Foto: Nelson Perez / Prefeitura do Rio

A reforma do deque dos Pedalinhos

A reforma do deque dos Pedalinhos começou a cerca de dois meses com a retirada do piso velho de madeira da plataforma flutuante e o transporte para o outro lado da Lagoa, no Parque dos Patins, para que fosse desmontada e enviada para uma serralheria para reparos e recuperação da estrutura metálica.

O reboque da plataforma para o outro lado foi necessário porque na margem do Parque dos Pedalinhos a profundidade da água passa dos 3 metros, o que impede a ação dos trabalhadores que precisaram ficar de pé dentro d’água. Depois de restaurada, e de volta à Lagoa, a estrutura metálica foi montada no lado do Parque dos Patins, ganhando 160 novos flutuadores e um piso de madeira nova e impermeabilizada. Na sexta-feira, dia 3 de julho, a plataforma foi rebocada de volta para o lado da margem da Avenida Epitácio Pessoa, onde foi atracada junto ao cais do Parque dos Pedalinhos.

Com o deque reformado, os frequentadores ganham uma plataforma nova e mais segura para desfrutar dos passeios pela Lagoa e apreciar a vista de um dos mais belos cartões postais da cidade.

Canteiros novos com vegetação de restinga

O projeto de recuperação de toda a orla da Lagoa Rodrigo Freitas integra o plantio de espécies de restinga nos canteiros que serão construídos no entorno dos 7 deques que estão passando por reformas. O primeiro canteiro a ficar pronto foi o que cerca o deque dos Pedalinhos, entregue à população nesta quarta-feira.

Para implantar os novos canteiros, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente removeu todas as espécies vegetais exóticas, aquelas consideradas invasoras do bioma local, e determinou a instalação de cercas com mourões de eucalipto de reflorestamento e corda náutica em torno das laterais dos deques, delineando uma área de 100 m2 para a recomposição paisagística e ecológica utilizando espécies nativas de restinga.

Serão plantadas 1.820 mudas de quatro famílias de espécies de restinga – bromélias, cactos, árvores de pequeno porte e vegetação rasteira. Entre as espécies de pequeno porte, os canteiros vão empregar mudas de feijão da praia, ingá, pitanga, e araça, entre outras. Da família das bromélias, serão plantadas aroeira, gravatá, quesnélia, e ninho de passarinho. Para os cactos, o projeto selecionou o uso de ora pro nobis, pêra espinhosa caída, figuera da índia, e coroa do frade. Para cobrir e proteger o solo de erosões, serão plantadas mudas de salsão, pirixi, caruru bravo, e carrapicho de carneiro.