Operação Vigilância no Verão completa a segunda semana com reforço de orientações

Publicado em 20/12/2019 - 17:15 | Atualizado em 20/12/2019 - 17:18
Agentes da Vigilância Sanitária fiscalizaram quiosques na orla. Foto: Nelson Duarte / Vigilância SanitáriaAgentes da Vigilância Sanitária fiscalizaram quiosques na orla. Foto: Nelson Duarte / Vigilância Sanitária

A operação Vigilância no Verão fechou a segunda semana nesta quinta-feira, 19 de dezembro, com quase 600 pontos comerciais inspecionados. Realizada pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro, a ação já percorreu boa parte do Leme e de Copacabana, com 30 fiscais distribuídos em equipes conferindo as condições higiênico-sanitárias e estruturais de hotéis, restaurantes, clínicas e consultórios médicos, salões de beleza, óticas e estabelecimentos pets, entre outros. A operação que segue até 15 de março, de terça à quinta, em áreas das zonas Sul e Oeste, resultou em 269 autuações por descumprimento de normas sanitárias – como o armazenamento inadequado em depósitos -, mas sem interdição ou o registro de infrações graves.

Em Copacabana, os fiscais inspecionaram os salões de beleza das ruas Bolívar 135, Xavier da Silveira 45 e Miguel Lemos 54, com três deles notificados por não validarem os processos de esterilização. Todos tinham os equipamentos necessários para a adequada higienização, mas os funcionários não tinham o conhecimento e a prática do uso correto. Além de fiscalizar e atuar de olho nos riscos à saúde pública, a equipe reforça as orientações feitas ao longo do ano, a maioria, nas 36 modalidades de cursos que capacitaram quase 20 mil profissionais. Durante a operação, os técnicos ressaltam a necessidade de todos – empresários, gerentes e funcionários – passarem pela qualificação oferecida pela Superintendência de Educação da Vigilância.

– É muito importante recebermos essas orientações. Nem de longe imaginamos a real necessidade dessas informações para a preservação não só da saúde dos clientes, mas da nossa própria saúde – destacou Ana Lúcia Pinheiro, 32 anos, manicure de um dos salões inspecionados, que fez a capacitação em agosto deste ano.

Nos cursos, técnicos da Vigilância passam detalhes, dicas e conhecimentos em geral de boas práticas de higiene que são fundamentais para a redução de riscos à saúde e, consequentemente, a incidência de infrações e de interdições.

– Esta operação é um programa especial que reúne fiscalização e ações educativas, em atuações tanto para cariocas quanto para turistas que ficam ainda mais expostos aos riscos à saúde. Reforçamos as orientações passadas ao longo do ano a comerciantes e a população em geral, em campanhas e cursos de capacitação. Em seis dias de atuação, fizemos quase 600 vistorias sem registros de gravidade, confirmando a importância dessas ações que alertam a população para fazer a sua parte adotando medidas essenciais para a prevenção – destaca o médico-veterinário Pedro Paulo Ferraz, coordenador de Fiscalização Sanitária da Vigilância.

Óticas também foram fiscalizadas

A Vigilância Sanitária também marcou presença em óticas dos dois bairros para checar, por exemplo, se os óculos comercializados estão de acordo com o que é prescrito pelo médico.

Fiscalização foi realizada também em óticas. Foto: Nelson Duarte / Vigilância Sanitária
Fiscalização foi realizada também em óticas. Foto: Nelson Duarte / Vigilância Sanitária

– Conferimos tudo relacionado à higiene sanitária, como se o espaço está dentro do que é determinado pela Vigilância e se a licença sanitária está em dia – explica a fiscal Marcia Andrea Mattos, lembrando que a partir deste ano, com a criação do Código Sanitário do município, o sanitário passou a ser obrigatório a todas as atividades econômicas realizadas na cidade.

Até março, a ação segue inspecionando academias de ginástica, centros de estética, quiosques e barracas de praia de ambulantes legalizados, entre outros pontos comerciais. Elaborado pela Coordenação de Fiscalização Sanitária, o planejamento reúne também profissionais das coordenações de Saúde, de Alimentos e de Engenharia. Além da rotulagem e armazenamento dos alimentos, eles conferem a manutenção de peças como ralos, lavatórios e sanitários, e até o uso de canudos plásticos, proibido no Rio por lei inédita aprovada em julho de 2018.

Em hotéis da Avenida Atlântica, técnicos identificaram problemas pontuais no primeiro dia da ação – como a falta de climatização e a inadequação no gerenciamento de resíduos, que resultaram no reforço das orientações e na emissão de termos de intimação com ajustes e adequações a serem providenciados. A restauração com pintura de paredes de áreas destinadas aos funcionários, a substituição de ralos por modelos “abre e fecha” e a instalação de dispensadores foram algumas das orientações feitas pelos fiscais, que checam ainda os laudos de potabilidade da água e da qualidade do ar. Na área de lazer de um dos hotéis, a equipe alertou para os avisos de segurança, que devem estar expostos de maneira mais visível na borda da piscina, de acordo com a Resolução 1.398/2008.

Mutirão da Ordem Pública

Nos demais dias da semana (de sexta à segunda-feira), a Vigilância participa de outra operação com foco no verão: o Mutirão da Ordem Pública, ação conjunta iniciada em 9 de novembro em praias do Leme ao Recreio. Coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), a ação conta com equipes de órgãos como a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU, da Secretaria Municipal de Fazenda), Comlurb e Guarda Municipal do Rio (GM-Rio).