Mais 299 famílias de baixa renda recebem documento que garante a posse do imóvel

Publicado em 04/12/2019 - 12:59 | Atualizado em 04/12/2019 - 16:56
Dona Angelita comemorou a aquisição do RGI. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do RioDona Angelita comemorou a aquisição do RGI. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o secretário municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação, Sebastião Bruno, entregaram nesta quarta-feira, 4 de dezembro, o Registro Geral de Imóveis (RGI) a 299 famílias do Condomínio Ipê Branco, em Realengo, Zona Oeste.

Desde o início da atual gestão municipal, 13.552 famílias, incluindo as que receberam o RGI nesta data, foram contempladas com o documento de propriedade de seus imóveis, o que significa um benefício para 53.188,62 pessoas. A previsão, até o fim do governo, é que o programa alcance 25 mil famílias (cerca de 100 mil pessoas), que irão receber o documento.

Durante a cerimônia de entrega, em Realengo, o prefeito explicou a importância do documento para que as famílias sejam, de fato, donas dos imóveis em que vivem.

– Se essas pessoas, alguma idosas, amanhã vierem a faltar, sem o documento do RGI, seu filho, seu neto, seu póstero, seu vindouro, seu herdeiro vai ter uma confusão danada para poder continuar morando, vai ser meramente um ocupante. E como a política muda, como os documentos se perdem, como a burocracia é infernal, depois para conseguir a posse vai ser uma complicação. Hoje, as pessoas definitivamente estão recebendo o título de propriedade das suas casas. Isso é uma vitória. Não tenho palavras para descrever – disse o prefeito.

A paraibana Angelita da Conceição, de 80 anos, vive no Condomínio Ipê Branco desde a sua inauguração, mas, até então, nunca havia se sentido verdadeiramente dona de seu apartamento.

– Esta conquista significa tudo na minha vida. Agora estou no que é meu. Não posso ser expulsa. Entro e saio na hora que quiser, sem medo – contou.

 

Júlio Cesar e Suely já planejam a reforma do apartamento. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do Rio
Júlio Cesar e Suely já planejam a reforma do apartamento. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do Rio

 

O casal Júlio Cesar Ferreira, de 65 anos, e Suely Ferreira, de 62, também comemoraram a aquisição do RGI. Com a sensação de terem adquirido um apartamento novo, a animação foi tanta que eles já planejam iniciar uma reforma no lar.

– Antes não ficávamos tão à vontade para fazer obra porque tínhamos incertezas. Agora temos a garantia de que é nosso. Podemos até vender, mas não queremos. Já vamos começar a reforma este mês – disse Júlio Cesar.

Saiba mais sobre o RGI

O RGI garante a propriedade dos apartamentos e significa a realização do sonho da casa própria. O Condomínio Ipê Branco, inaugurado em 2010, tem 299 unidades, distribuídas em 16 blocos. Os beneficiados foram reassentados após remoção de áreas de risco ou são vítimas de desabamentos, deslizamentos ou temporais.

Saiba mais sobre o Minha Casa Minha Vida

Na atual gestão, já foram entregues cerca de nove mil moradias construídas pelo Minha Casa Minha Vida, ajudando a realizar o sonho de 35 mil pessoas que vivem na cidade do Rio. Há duas formas de participação no programa: por reassentamento ou por sorteio, quando o candidato se inscreve para ser contemplado com o imóvel. O valor da prestação varia de R$ 80 a R$ 270 mensais. Os interessados devem ter mais de 18 anos e se inscrever na Rua da Constituição 34, Centro. Para a adesão é preciso apresentar a documentação original do titular do cadastro e do cônjuge, se houver. Os documentos são: carteira de identidade, certidão do registro civil, CPF, comprovante de residência, contracheque ou comprovante de benefícios que prove renda e certidão de nascimento de filhos menores de 18 anos. Podem participar do programa pessoas que não têm casa própria ou financiamento habitacional em qualquer localidade do Brasil e que nunca foram beneficiadas por programas de habitação social do governo.