Ana Sátila: “Parque de Deodoro nos deixa prontos para o que der e vier nos Jogos de Tóquio”

Publicado em 31/05/2021 - 08:15 | Atualizado em 31/05/2021 - 08:23
Ana Sátila em ação no Parque Radical de Deodoro - Beth Santos/Prefeitura do Rio

Campeã mundial, sul-americana e brasileira de canoagem, a mineira Ana Sátila Vargas, de 25 anos, é uma das esperanças de pódio do Brasil nos Jogos Olímpicos do Japão, que começam em julho. Em entrevista ao portal da Prefeitura, ela contou que teve um trunfo importante na preparação para a olímpiada: o Parque Radical de Deodoro, administrado pelo município do Rio, no qual considera a melhor pista do mundo. Para treinar lá, ela trocou em 2019 o endereço de Foz do Iguaçu, onde viveu por cinco anos, pelo Rio.

Qual a importância do Parque Radical de Deodoro na sua preparação para os Jogos?

Tem sido de extrema importância para a nossa preparação, é de um nível altíssimo de dificuldade. Isso acaba nos preparando para chegar bem nas competições e saber fazer todas as combinações muito bem. Ajuda muito tanto no preparo físico quanto no técnico. É a minha pista favorita. Nos deixa preparados para o que der e vier.

É um equipamento que lhe permitiu treinar forte e sonhar alto com o pódio olímpico?

Essa pista mudou toda a nossa realidade sobre objetivo, treinamento e preparação. É a primeira vez que a gente tem realmente um local certo e seguro para conseguir remar e nos preparar. Para mim, é a melhor pista do mundo. Claro que a gente tem que treinar em outras pistas, porque praticamente todas as competições internacionais são na Europa, mas a de Deodoro nos prepara 100%.

 

Ana Sátila treinou forte em Deodoro para os Jogos de Tóquio – Beth Santos/Prefeitura

 

Chegou a hora da primeira medalha olímpica?

Tenho me dedicado muito para essa medalha. O meu único objetivo é chegar lá mais preparada do que já estou, colocar toda minha experiência em prática e representar bem o meu país.

O que esperar de uma Olimpíada com o mundo às voltas ainda com a pandemia?

Vai ser muito diferente. Já participei de duas olimpíadas e tenho certeza que essa vai ser diferente de qualquer edição que participei devido à Covid-19. Foi muito difícil passar por esse período de pandemia treinando em casa sem saber o que estava acontecendo e o que iria acontecer. Foi difícil psicologicamente. Acredito, por outro lado, que vai ser bem especial. Essa edição dos Jogos vai ser de superação. Fiquei muito feliz com a preparação. Já estou indo muito contente e tenho certeza que o nosso trabalho foi muito bem feito.

A Covid-19 atrapalhou a preparação dos atletas? Será que haverá mais equilíbrio nas disputas?

O atleta é resiliente, preparado para se superar e se dedicar ainda mais. Consegui me preparar. O início foi extremamente difícil, saber que os Jogos tinham sido cancelados, não ter a certeza do que aconteceria, tudo isso foi uma pancada muito forte, mas a gente conseguiu reformular toda a preparação. Consegui me preparar muito bem em casa, com o apoio da minha família. Acredito que, comparado aos atletas do mundo inteiro, a gente não perdeu muito e também essa pista do Rio ajuda muito. O apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Canoagem também nos auxiliou a passar resistindo por esse período de pandemia e saindo mais forte ainda.

 

Leia nesta terça-feira (01/06) a história do professor de karatê Filipe Medeiros, da Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino, no Mato Alto (Zona Oeste), que pode conseguir vaga para os Jogos de Tóquio. 

 

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