Ambulante Legal entrega mais 161 crachás e passa de 7,3 mil trabalhadores beneficiados

Publicado em 28/01/2020 - 15:33 | Atualizado em 28/01/2020 - 15:44
Helena vende bebida na praia: crachá evita aborrecimento. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta terça-feira (28/01) mais 161 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. O evento, no Palácio da Cidade, reuniu titulares de licenças para comércio ambulante que atuam em sete bairros da cidade: Barra da Tijuca, Guaratiba, Recreio, Grumari, Leme, Barra de Guaratiba e Vargem Grande.

– Eu e você temos que honrar o nosso crachá: eu, o de prefeito, e você, o de Ambulante Legal. Vamos fazer a coisa certa, o produto que você está vendendo está no QR Code de seu crachá, ninguém pode mexer com você. Você tem um documento que foi dado pela Prefeitura, de tal maneira que você é uma autoridade, como eu sou uma autoridade – afirmou Crivella, que lançou o programa em agosto de 2018 e nesta terça-feira entregou pessoalmente os crachás.

Quantos já foram beneficiados e quais as vantagens?

O programa já alcançou 115 bairros na cidade e distribuiu 7.362 crachás com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite à fiscalização e à população acessar informações como nome, número de inscrição e tipo de mercadoria que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local onde o ambulante pode atuar na cidade, respeitando o ordenamento urbano.

Crachá é segurança para o trabalhador

Durante os últimos 30 anos, desde que deixou o emprego de zelador em um prédio, José Moreira Coelho, 72 anos, vende pipocas na Avenida Armando Lombardi. Graças ao ofício, criou três filhos, dois deles já formados em direito e administração. O crachá do Ambulante Legal, para ele, coroa uma vida de muito sacrifício e enfim lhe dá tranquilidade no seu trabalho:

– Sempre tentei conseguir o documento, mas nunca consegui. Isso representa muito para mim, me dá a segurança que sempre procurei – afirma José, morador de Pedra de Guaratiba.

 

José Moreira Coelho,  ambulante legal aos 72 anos. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio
José Moreira Coelho, ambulante legal aos 72 anos. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

 

Helena Eleutério da Silva, de 64 anos, é mãe de cinco filhos, tem 10 netos e 5 bisnetos. Já foi pescadora e hoje ajuda a sustentar sua família com a venda de bebidas em uma barraca na Praia da Barra da Tijuca, agora com a garantia de estar cadastrada na Prefeitura.

– Eu vou poder trabalhar com segurança, sem aborrecimentos. Nem sei quando vou conseguir me aposentar, esse crachá representa muito pra mim – afirma.

Ambulante ganha qualificação profissional

O Ambulante Legal pretende organizar e facilitar a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar na cidade, propondo, inclusive, a implantação de políticas públicas de qualificação profissional aos trabalhadores. O programa também observa o comércio da região, de forma que a organização dos ambulantes não cause qualquer prejuízo ou conflito com o comércio estabelecido no local.