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A um ano da Copa, futebol feminino já é realidade em projetos da Secretaria Municipal de Esportes
Publicado em 24/06/2026 - 13:51 | Atualizado
O projeto Rio: Capital do Futebol Feminino realiza aulas gratuitas para mais de 200 meninas, entre 7 e 15 anos. Foto: Gustavo Stephan/ Smel Falta exatamente um ano para o início da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™, e o Rio de Janeiro, uma das cidades-sede do torneio, intensifica ações para transformar a realização do maior evento da modalidade em oportunidades permanentes para meninas. Com projetos de formação esportiva, ampliação de competições e incentivo à participação no futebol, a Prefeitura tem se consolidado como referência nacional no desenvolvimento da modalidade.
Um dos principais exemplos é o projeto Rio: Capital do Futebol Feminino, lançado neste ano. A iniciativa realiza aulas gratuitas para mais de 200 meninas, entre 7 e 15 anos, em dez Vilas Olímpicas. O objetivo é chegar a 500 inscritas até o fim de 2026. O município ainda promove e apoia competições voltadas para mulheres, como a Copa Delas, disputada anualmente, e a Super Copa Zico/Prefeitura do Rio, destinada às categorias de base.
Para o secretário municipal de Esportes, Bruno Ramos, as ações reforçam o papel da cidade como protagonista no desenvolvimento do futebol feminino:
— O Rio de Janeiro é um município que valoriza e investe no esporte. Implementamos o Rio: Capital do Futebol Feminino e temos incentivado cada vez mais eventos ligados à modalidade, como a Copa Delas e a Copa Zico. Receber o mundial é uma grande responsabilidade, e estamos trabalhando para deixar um legado concreto, incentivando novos talentos.
Nas unidades sob a gestão da Secretaria Municipal de Esportes, os resultados já podem ser percebidos entre as participantes. A Vila Olímpica Mestre André, em Padre Miguel, na Zona Oeste, mantém turmas de diferentes faixas etárias. A expectativa com a competição, que começa no dia 24 de junho de 2027, alimenta os sonhos das meninas matriculadas.
— Eu tinha muita dificuldade para encontrar algum lugar para jogar futebol feminino. Querendo ou não, existe preconceito quando meninas jogam com meninos. Então, ter esse projeto é um incentivo muito grande. Sonho em ser profissional. Acredito que isso vai me ajudar a evoluir e a ter mais vontade de seguir na carreira — projeta Julia Aguiar Honorio, aluna de 11 anos da Vila Olímpica de Padre Miguel.
Outra colega de turma, Mirela Souza, também cultiva ambições grandiosas no esporte. — Eu quero ter uma carreira, quero ser que nem a Marta e jogar fora do Brasil, jogar pela Seleção Brasileira. Eu sinto muito orgulho quando jogo e quero trazer orgulho para a minha mãe, minha avó e minha irmã — conta a aluna, que também tem 11 anos.
Na Vila Olímpica Radialista “Apolinho” Washington Rodrigues, na Gamboa, na região portuária, o programa estimulou outra jovem, Melyssa da Silva, a retornar ao esporte:
— Eu comecei a jogar futebol criança na Vila, mas era misto e isso acabou me afastando um pouco. Agora que temos uma turma focada é muito melhor. Adoro as aulas e sonho em um dia ser atleta e jogar uma Copa do Mundo — relata.
Rio: Capital do Futebol Feminino conta com a orientação da ex-jogadora da seleção brasileira Duda Luizelli.
Para inspirar as alunas e reverenciar quem abriu caminhos na modalidade, foram escolhidas cinco madrinhas, cada uma responsável por acompanhar duas Vilas Olímpicas: Marisa, primeira capitã da seleção feminina; Fanta, que defendeu o Brasil em três Copas do Mundo (1991, 1995 e 1999); e Fia, Danda e Pelezinha, que também integraram a equipe brasileira na primeira edição do Mundial no começo dos anos 1990.
— Nós teremos uma Copa no nosso país, e esse projeto é muito importante, pois ajuda a dar continuidade a modalidade e promove a oportunidade de jovens que podem querer ser as futuras atletas profissionais e seguir no esporte. Assim como foi na minha vida, vai ser na vida delas, eu creio que seja um sonho e elas não vão desistir — afirma Marisa Pires.
O fortalecimento da modalidade passa pela ampliação das competições. Criada em 2023, a Copa Delas de Futebol Society Feminino chegou à terceira edição em 2025, com 16 equipes, incluindo seis representantes das Vilas Olímpicas. No mesmo ano, a Secretaria Municipal de Esportes apoiou a realização da primeira Super Copa Zico/Prefeitura do Rio, voltada para o sub-15 e sub-20, que reuniu 16 times em cinco etapas no Centro de Futebol Zico (CFZ).
O projeto Rio: Capital do Futebol Feminino ainda possui vagas disponíveis nas seguintes unidades: Doutor Sócrates, em Guaratiba; Radialista Apolinho, na Gamboa; Jornalista Ary de Carvalho, em Vila Kennedy; Mestre André, em Padre Miguel; Jorginho da SOS, no Complexo do Alemão; Dias Gomes, em Deodoro; Clara Nunes, em Acari; Nilton Santos, na Ilha do Governador; Artur da Távola, em Vila Isabel; e Dicró, em Ramos. Os dias e horários de cada Vila Olímpica podem ser encontrados em www.instagram.com/smelrio .
Para quem já é aluna, basta preencher a ficha de inscrição do projeto. As demais interessadas devem apresentar o RG (da aluna e do responsável), documento de matrícula escolar e comprovante de residência.
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