Categoria:
Prefeitura lança iniciativa inédita no Brasil para motociclistas de aplicativos de entrega e transporte
Publicado em 16/10/2025 - 13:27 | Atualizado em 18/10/2025 - 14:46
A primeira base de apoio fica localizada embaixo do Viaduto Álvares Cabral, em Botafogo - Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio lançou, nesta quinta-feira (16/10), a primeira iniciativa de ordenamento do país voltada exclusivamente para os aplicativos de entrega e transporte por motocicletas. O Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores estabelece, por meio de decreto, o monitoramento e a fiscalização da atividade de mototaxistas e entregadores por aplicativo. Além disso, a cidade ganhou, a partir desta quinta-feira, a sua primeira base de apoio para motociclistas e ciclistas profissionais, em uma parceria com a iniciativa privada. O objetivo é conciliar ordem urbana, segurança viária e dignidade no trabalho.
– A prefeitura reconhece a existência das plataformas, a legalidade das plataformas, a necessidade das plataformas, a quantidade de emprego que elas geram de oportunidade de distribuição de renda e trabalho. Mas a gente quer que tenha regras. A primeira é dar conforto e dignidade ao trabalhador. Segundo é fundamental que as plataformas nos ajudem a fazer cumprir as regras de trânsito e civilidade na cidade. Aquela empresa que não fizer igual a 99, e ao longo dos próximos 15 dias aderir a essas regras da prefeitura, que é basicamente respeitar os limites de velocidade, a mão da rua, não andar na calçada, vamos fiscalizar com muito vigor a ação dessas plataformas. Não estamos pedindo nada demais. Pedimos respeito às regras de trânsito para a segurança do entregador e da população – frisou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Por meio de decreto, a Prefeitura do Rio instituiu o Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores Parceiros de Motocicletas por Aplicativos. O objetivo foi o de promover mais segurança no trânsito e reduzir comportamentos de risco entre motociclistas que prestam serviços de transporte de passageiros e de entrega por plataformas digitais na cidade.
Também consta do documento que todas as operadoras em atuação na cidade deverão aderir ao termo do acordo, para o cumprimento das regras. A 99 foi a primeira a fazer a adesão.
Outra determinação do decreto é que as plataformas digitais deverão manter na sua base de dados somente motoristas que apresentem certidão negativa das varas criminais e que circulem com veículos devidamente licenciados.
– Segurança é algo muito importante para a 99. A cada ano investimos milhões, desenvolvendo tecnologia, como telemetria, para termos um bom comportamento dos nossos parceiros e também educá-los, além de chamar a atenção. Não é uma iniciativa somente para o usuário, mas também para os parceiros motociclistas. Sabemos que é uma minoria que age errado. Queremos identificá-los e educá-los para a população ter uma boa imagem deles – disse o CEO Brasil da 99, Simeng Wang.
O decreto também orienta que as empresas operadoras de aplicativos adotem mecanismos tecnológicos de monitoramento, como sistemas de telemetria e GPS, capazes de identificar comportamentos que coloquem em risco a segurança viária, entre eles o excesso de velocidade, manobras perigosas, mudanças de faixa abruptas e a circulação em locais proibidos, como calçadas e ciclovias, entre outros. O monitoramento de velocidade deverá ser implementado em até 45 dias, enquanto os demais critérios deverão estar em funcionamento no prazo máximo de 90 dias após a publicação.
As plataformas deverão ainda criar um sistema de pontuação de direção segura, que será atualizado diariamente e permanecerá acessível aos motoristas, com base nas corridas realizadas nos últimos 30 dias. Para manter um bom histórico, o motociclista deverá ter ao menos 60% das viagens sem comportamentos de risco. A partir dessas informações, as empresas enviarão relatórios mensais à Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), com dados sobre condutores premiados por direção segura, motoristas notificados, participantes de cursos de conscientização e casos de suspensão ou descadastramento.
– Esse decreto é um marco muito importante para esse momento que a gente vive com o aumento da frota de motos na cidade. Entendemos que esse decreto vai gerar maior segurança para os próprios motociclistas. O decreto compatibiliza os serviços de entrega e transporte de passageiros com um ordenamento necessário. Assim, críamos melhores condições de segurança no trânsito – disse o presidente da CET-Rio, Luiz Eduardo Oliveira.
O decreto também estabelece um processo educativo e progressivo para os condutores que apresentarem comportamentos de risco. Esses profissionais poderão ser convocados a participar de cursos virtuais de conscientização sobre segurança no trânsito. Em caso de reincidência, poderão sofrer restrições temporárias de acesso às plataformas — de 5, 10 ou 30 dias — e, em última instância, o descadastramento definitivo.
A CET-Rio será responsável por acompanhar, avaliar e homologar os mecanismos de monitoramento adotados pelas plataformas, assegurando que cumpram critérios técnicos e objetivos. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura do Rio com o ordenamento, a segurança viária, a valorização dos profissionais sobre duas rodas e a construção de uma cidade mais segura e organizada para todos os que circulam nas vias cariocas.
Base de apoio
A primeira das 12 Paradas, nome dado para as bases de apoio para veículos de motos e bicicletas deste segmento, foi inaugurada nesta quinta-feira, em Botafogo, embaixo do Viaduto Álvares Cabral, na esquina da Praia de Botafogo com a Rua Voluntários da Pátria. A empresa 99 participou do primeiro chamamento público e se credenciou para adquirir o primeiro lote. Com isso, deverá instalar ainda mais dois pontos de apoio: um no Maracanã e outro na Barra da Tijuca.
– A instalação desse espaço é para cuidar do conforto, dar dignidade a esses trabalhadores que atendem a todos nós. Essa turma não tem ponto de apoio, um lugar para descansar, se alimentar ou beber água. A 99 está inovando numa iniciativa que está aberta a todas as outras plataformas, não faltam pontos como esse na cidade que podem servir de base para que esses trabalhadores possam ter o tratamento adequado – afirmou Eduardo Paes.
A Prefeitura tem mais três lotes disponíveis para a concessão da Parada. O lote B com pontos em Botafogo, Bangu e Sampaio. O lote C disponibiliza espaços em Madureira, Recreio dos Bandeirantes e São Cristóvão. E o lote D contempla locais em Campo Grande, Laranjeiras e Engenho de Dentro. Outras empresas podem participar do chamamento público, que está válido por um ano.
A Parada vai oferecer melhores condições de trabalho e descanso aos motoristas e ciclistas profissionais, com infraestrutura adequada para hidratação, sanitários, recarga de celular e áreas de convivência. O funcionamento mínimo deverá ser das 10h às 22h, inclusive aos fins de semana. O espaço tem capacidade para 20 pessoas, estações para carregar celulares, micro-ondas, estacionamento e local para calibrar pneus.

Notícias
Cidade do Rio alcança 1º lugar na cobertura de vacinação infantil
19 de janeiro de 2026Operação Verão: Seop e GM apreendem produtos irregulares e caixas de som nas praias do Rio
18 de janeiro de 2026Obras de mobilidade urbana avançam em Irajá e em Campo Grande
18 de janeiro de 2026CET-Rio monta operação no entorno do estádio São Januário para Vasco X Nova Iguaçu
17 de janeiro de 2026CET-Rio terá esquema de trânsito para procissão de São Sebastião
17 de janeiro de 2026
Cidade do Rio alcança 1º lugar na cobertura de vacinação infantil
19 de janeiro de 2026
Obras de mobilidade urbana avançam em Irajá e em Campo Grande
18 de janeiro de 2026
CET-Rio monta operação no entorno do estádio São Januário para Vasco X Nova Iguaçu
17 de janeiro de 2026
CET-Rio terá esquema de trânsito para procissão de São Sebastião
17 de janeiro de 2026
CET-Rio implanta operação de trânsito para continuação das obras do PAC Realengo
16 de janeiro de 2026








