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Voz das Refugiadas debate questões de imigrantes
Publicado em 20/09/2019 - 14:41 | Atualizado em 24/09/2019 - 09:23- Início/
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- Voz das Refugiadas debate questões de imigrantes
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) realizou, no auditório da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra), no Centro do Rio do Janeiro, a Roda de Conversa “A Voz das Mulheres Refugiadas”, um evento que celebra a “Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019”, com o tema “Reserve um minuto para ouvir uma pessoa que foi forçada a deixar o seu país”.
O propósito do encontro é dar voz às experiências de vida da mulher refugiada e imigrante na cidade do Rio de Janeiro, trazendo ao público sua realidade.
Compuseram a mesa de debates o assessor da SMASDH, Everardo Silva, representando o secretário, João Mendes de Jesus, a assistente social, Cristiane Lessa, representando a subsecretária de Direitos Humanos, Quésia Bethânia, e a subsecretária de Políticas para a Mulher, Joyce Braga.
Na oportunidade, mulheres vindas de diversos países contaram um pouco de seu cotidiano e discutiram as demandas mais urgentes. Mariama Bah, natural da República da Gâmbia, país localizado na África, conversou sobre sua experiência na cidade do Rio.
“Cheguei ao Brasil em 2014 e uma das maiores coisas que eu queria fazer era voltar a estudar, pois tive que sair muito cedo da escola para casar. Graças a Deus eu consegui cursar a faculdade. Meu outro sonho era ser atriz e hoje estou fazendo alguns trabalhos na mídia televisiva. Agradeço muito às mulheres da Prefeitura do Rio, com quem a gente trabalha durante todo esse tempo. Hoje, sou voluntária em uma ONG e luto no combate ao preconceito contra o imigrante e refugiado” — afirma.
A subsecretária, Joyce Braga, falou da importância de algumas situações para ser discutidas no debate. “Nós encontramos as mesmas ações; são mulheres, mães, trabalhadoras, chefes de família e nós percebemos que a nossa sociedade continua muito machista. O Brasil ainda é um país machista e patriarca. Ele não tem conseguido receber a mulher imigrante com equidade e igualdade de gênero. Por isso, nós estamos na luta pela igualdade para cada dia acabar com essa repressão machista, que nos impõe e nos adoece. Estamos todas na luta por esse desenvolvimento tardio. Vamos trabalhar com sonoridade, ajudando a outra mulher. Repensar os espaços políticos que ocupamos é uma necessidade de todas nós como mulheres e profissionais”— explica.
Durante a roda de conversa várias imigrantes colocaram para às assistentes sociais suas opiniões sobre as práticas diárias e comentaram avanços já encontrados. O encontro foi concluído mostrando que a intenção é promover protagonismo dessas mulheres, além de romper com práticas preconceituosas, discriminatórias e a xenofobia, presentes em nossa sociedade.







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