SMASDH capacita profissionais para atender refugiados

Publicado em 16/10/2019 - 23:53 | Atualizado

 

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMASDH) realizou hoje o VIII Seminário de Apresentação de Pesquisas com foco no atendimento aos refugiados, para discutir as principais questões que surgem na assistência ao migrante.

A discussão desse tema se torna ainda mais importante devido ao contexto político-social atual, que está levando milhares de pessoas, principalmente venezuelanas, a migrar para outros países.

Devido a isso, a SMASDH está desenvolvendo palestras e seminários para sensibilizar os profissionais da rede com intuito de melhorar o atendimento voltado para essas pessoas, que estão em situação de vulnerabilidade social. Em alguns casos, o atendimento se torna ainda mais complexo como o caso dos migrantes de países com idioma menos conhecido.

O seminário contou com a apresentação da assistente social, Tathiana Costa, da coordenadora do Programa “Escravo, nem pensar!”, Natália Suzuki, da professora da UERJ, Dayse de Paula, e a assistente social, Cristiane Lessa.

Estiveram presentes no evento profissionais dos equipamentos da Prefeitura, que atuam na política de assistência social, para entender os desdobramentos do trabalho referente aos refugiados, a fim estarem preparados para lidar com esses casos dentro dos abrigos.

Durante o seminário foi apresentada a pesquisa “Desafios e limites profissionais no acolhimento institucional de refugiados no Rio de Janeiro”, pela assistente social Tathiana Costa. A pesquisa mostrou os pontos mais complexos no atendimento ao imigrante com a finalidade de prepará-los para devolver o trabalho dentro dos abrigos de maneira eficaz.

Natália Suzuki falou sobre o combate ao trabalho escravo de migrantes que por muita das vezes chegam ao país com a esperança de uma vida melhor e sem qualquer condição de se manter e acabam se submetendo a serviços análogos a escravidão.

“O trabalho escravo vai muito além de um vestígio do antigo período político-econômico, ele se adequa a qualquer sistema econômico seja na área rural ou urbana” – afirma Natália. A professora Dayse de Paula falou sobre as dificuldades que muitas imigrantes mulheres enfrentaram por questões de gênero.

E para concluir, o seminário a assistente social Cristiane Lessa falou sobre o trabalho desenvolvido pelo MigraRio e apresentou os resultados do último semestre de 2019. Ao todo foram cerca de 500 profissionais da Assistência Social capacitados para o atendimento ao mmigrante e mais de 2000 refugiados acolhidos nos equipamentos da Prefeitura.

Para Cristiane, o MigraRio é início de um trabalho de extrema importância, que está sendo desenvolvido por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais da Assistência Social