Rede de Solidariedade Missionária se reúne na Zona Norte do Rio

Publicado em 17/01/2020 - 19:42 | Atualizado

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Mendes de Jesus, esteve na manhã de hoje na reunião da Rede de Solidariedade Missionária, na quadra da Estação Primeira de Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O encontro recebeu dezenas de profissionais da Assistência Social do território da Primeira Coordenadoria de Assistência Social e Direitos Humanos (ICASDH), responsável pela região central da cidade, assim como líderes representantes de instituições religiosas.

O mestre em Serviço Social, especialista em Gestão Social e pesquisador do tema, professor Roberto de Oliveira, é quem está à frente do trabalho com a rede. Para ele, não há dúvidas que a Rede de Solidariedade Missionária mediante à oferta de serviços de proteção sociorreligiosa pode garantir relações primárias significativas, uma das necessidades humanas fundamentais, sobretudo em dias marcados pelo abismo que existe entre pertencer a uma rede física ou a uma rede virtual.

O professor também explica um pouco sobre o assunto. “Em tempos recentes, a solidariedade passou a designar relações de reciprocidade entre o todo (social) e as suas partes, tornando-se uma questão que diz respeito à esfera pública, aos fundamentos do viver em sociedade.

A Assistência Social, em sua longa trajetória histórica, desde o Brasil Colônia, tornou-se, a partir da Constituição Federal de 1988, uma política pública de proteção social não contributiva, configurada no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O secretário João Mendes falou aos presentes sobre a importância da Secretaria. “Ser secretário me trouxe uma experiência muito grande, que comecei a adquirir a partir do primeiro contato com os profissionais da Assistência Social, responsáveis por me mostrar a importância dos Centros de Reabilitação e Assistência Social (CRAS) para as comunidades. Então, nós pensamos como poderemos fazer para este serviço chegar até às instituições religiosas, não importa quais sejam, elas fazem um trabalho de assistência dentro dos seus territórios, o que cabe em suas competências e responsabilidades. Porém, chega um momento que a situação vai além do que a rede religiosa tem, é aí que entra o poder público para complementar este trabalho. A Rede surge deste entendimento de oferecer apoio para as instituições religiosas” — explica.

Segundo João Mendes, as pessoas têm aderido a esta ideia e a SMASDH tem levando seus equipamentos para a população. “A nossa intenção é oferecer nossos serviços para todas as pessoas do Rio e assim o poder público colaborar com a população local. A rede fica muito forte a partir desta união. Quanto mais união houver entre o equipamento público e a rede missionária religiosa, melhor será para a população do território” — conclui.