Prêmio Nise da Silveira: Desfile de moda incentiva empoderamento feminino

Publicado em 31/07/2019 - 21:12 | Atualizado em 31/07/2019 - 22:33


A Subsecretaria de Políticas para a Mulher (SUBPM), órgão da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), realizou um evento especial na Sala Badem Pawel, no Teatro Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro: a entrega do Prêmio Nise da Silveira.

A premiação contou com um desfile de moda, que incentivou o empoderamento feminino por meio da autoconfiança.As modelos são mulheres que frequentam as oficinas e rodas de conversa, os atendimentos psicossociais e orientações jurídicas nas Casas da Mulher Carioca e no Centro de Atendimento à Mulher Vítima (CEAM) Chiquinha Gonzaga, equipamentos da SUBPM.

O prêmio Nise da Silveira foi instituído no dia 7 de março de 2013, e tem o nome da médica que revolucionou a psiquiatria no Brasil, deixando um imenso legado para a sociedade.

Anualmente, o prêmio é celebrado para ressaltar e valorizar a mulher carioca pelo destaque em ações que impactaram e ressignificaram a vida de muitas mulheres.

Esta foi a quinta edição do prêmio e teve oito premiadas. A primeira dama da cidade do Rio de Janeiro, Sylvia Jane Crivella, a cantora de Jazz, Leny Andrade, a escritora e autora do livro “Desafio do Amor Próprio”, Michele Pin, a socióloga Nádia Bonfim, a diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (DPAM), delegada Juliana Emerique, além da promotora de justiça, Carla Araújo, a vereadora Vera Lins e a deputada estadual Tia Ju.

O secretário da SMASDH, João Mendes de Jesus, entregou os prêmios e destacou o valor do evento. “Fico feliz e emocionado em contribuir com estas mulheres. São guerreiras, são vencedoras, são brilhantes. Estamos sempre à disposição para somar com o crescimento de todas vocês. Recebam meus sinceros parabéns e votos de novas oportunidades em suas vidas”.

As modelos que desfilaram ganharam toda a consultoria de imagem e estilo. A consultora, Sophia Marins, também falou sobre o evento. “Trabalhamos com pesquisas para chegar ao íntimo de cada mulher, pensando como ela vai transmitir aquilo que deseja para o mundo e o que não quer mais na vida. Damos atenção também ao tipo físico para contribuir com o empoderamento e acabar com a inibição. Assim, ela chega autoconfiante, confortável e adequada ao ambiente”.

A primeira dama do Rio de Janeiro, Sylvia Jane Crivella, ficou bastante feliz e disse que a premiação significou muito. “Nise da Silveira é uma mulher extraordinária, ela mudou todo o sistema e nós mulheres temos esta capacidade, desde que saiamos da nossa zona de conforto e queiramos realmente pensar fora da caixa para fazer a diferença”— conclui.

Confraternização e emoção

A plateia estava atenta, os olhos brilhavam e o ambiente mostrava confraternização e gratidão. O coral da Casa da Mulher Carioca se apresentou com suas canções, emocionando ainda mais os presentes. A diretora do Centro de Atendimento à Mulher Vítima (CEAM) Chiquinha Gonzaga, Rosangela Pereira, realizou uma apresentação sobre a evolução da moda. Um coquetel com chás da Tea Shop, mesa de doces e bolos veganos da Oba Cake foi servido durante o evento, fazendo da premiação um dia para ser lembrado na memória de todos.

A escritora e coach de relacionamentos, Michele Pin, também foi premiada e falou sobre a emoção da noite. “Ver os primeiros passos dessas mulheres diante de um trabalho que eu tanto admiro e receber um prêmio de tanta importância, como é o Nise da Silveira, foi maravilhoso. Nise da Silveira foi uma mulher que revolucionou a psiquiatria com uma alta dose de humanidade e uma visão inacreditável. Recebo este prêmio com muita honra. Agradeço à SUBPM, a subsecretária, Joyce Braga, e a todo esse trabalho sério que a Subsecretaria vem fazendo. Daqui pra frente eu vou continuar meu trabalho sem me acomodar e com um olhar mais criativo e humano para essas mulheres que de alguma forma tem nos visto como espelho” – conclui a escritora.

A promotora de Justiça, Carla Araújo, que lida diariamente com casos de abuso contra a mulher, diz que toda violência pode ser superada. “Fico muito feliz em ver que todas podem superar qualquer violência sofrida. Tivemos hoje aqui um caso de uma mulher que sofreu todo tipo de violência, física, sexual psicológica. Hoje estava bela, sorridente. Isto é possível com a ajuda da rede de apoio, que pode ser um grupo de amigos, religião, família ou uma estrutura do estado como foi o caso dela. Mas, superar é possível”.