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Nova parceria no combate à fome no Rio
Publicado em 31/05/2021 - 14:24 | Atualizado- Início/
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- Nova parceria no combate à fome no Rio
Assistência Social e União Rio juntos para tornar visível a população mais pobre - Fernando Maia/Prefeitura No combate à fome nessa época de pandemia, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) inaugura uma nova parceria com o movimento União Rio para atuar nos maiores bolsões de pobreza da cidade. Na primeira ação, entre a população vulnerável de Anchieta, a SMAS fez 220 atendimentos por meio do Cariocad que, desde fevereiro, chegou a 1.049 famílias com renda igual ou menor do que meio salário mínimo (abaixo de R$ 550,00) para o cadastro dos programas sociais do governo federal (CadÚnico). E o União Rio distribuiu 150 cestas de alimentos, em seu trabalho para fortalecer ou complementar o desenvolvimento de políticas públicas eficientes.
– Apoiar ações que possam trazer as pessoas para os programas que desenvolvem políticas públicas faz muito sentido para um movimento como o nosso, pois atuamos como apoio emergencial em um momento delicado da nossa sociedade – declarou Daniella Raimundo, cofundadora do movimento União Rio.
O União Rio é um movimento voluntário da sociedade civil do Rio de Janeiro que reúne pessoas, empresas e organizações não governamentais. Foi criado em 22 de março de 2020 com o objetivo de combater os impactos da covid-19 e de preservar vidas. Visa alcançar as necessidades mais urgentes das pessoas, a partir da captação de doações financeiras, de produtos e de serviços para a execução de ações filantrópicas integradas às iniciativas de governos.
– O apoio do União Rio ao trabalho de tornar visível a camada da população mais pobre do Rio é fundamental, ainda mais nesses tempos de dificuldades financeiras da Prefeitura – referendou a secretária Laura Carneiro, ressaltando que o Cariocad chega às pessoas que estavam completamente à margem da sociedade, as quais nenhum outro programa tinha atingido até agora.
Daniella Raimundo constatou que há um número significativo de pessoas que não estão inseridas nos cadastros que possibilitam o recebimento de benefícios sociais. Ela complementou que “certamente esse contingente está passando por mais dificuldades”. A partir do momento em que essas pessoas são identificadas, “temos o número mais próximo do real de quem se encontra em vulnerabilidade social e precisa de auxílio dos programas da Prefeitura”.

Como a família de Maria Elisa da Silva Reis, de 25 anos, mãe solteira de Anastácia, de 1 ano e cinco meses, que carregava no colo no atendimento em Anchieta. – Trabalhava sem carteira assinada, engravidei, agora tenho que cuidar dela, vivo com meu irmão de 16 anos que estuda e também crio – descreveu ela, rodeada por dezenas de mulheres jovens que vivem situações similares, todas criando seus filhos pequeninos sozinhas.
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