Acolhimento e reinserção na Política de Assistência Social do Rio de Janeiro

Publicado em 23/10/2019 - 19:35 | Atualizado

O Rio de Janeiro possui atualmente mais de 350 mil desempregados devido à crise econômica, que se instalou no País há alguns anos. Uma parcela desse contingente, sem condições de se sustentar, está se privando, inclusive, de moradia e aumentando o número de pessoas em situação de rua na cidade.

Atenta a esse movimento, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) atua oferecendo acolhimento, além de desenvolver ações para a reinserção social dessas pessoas.

As informações foram prestadas pelo secretário da SMASDH, João Mendes de Jesus, na audiência pública sobre pessoas em situação de rua, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira.

“A política de assistência social tem um aprimoramento constante e hoje nos pautamos pela Resolução 64, de 2016, que norteia todo o sistema de assistência social do País. A crise econômica afetou diretamente cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, que se encontram desempregadas e muitas estão nas ruas sem condições de manter uma moradia” – disse o secretário.

João Mendes explicou que a população em situação de rua no Rio terá em breve um retrato mais preciso sobre seu perfil. Segundo o secretário, muitas pessoas que estão morando nas ruas são trabalhadores desempregados e que estão nessa condição pelas dificuldades impostas pela atual situação do País.

“A SMASDH e o Instituto Pereira Passos farão um levantamento dessa população para sabermos o verdadeiro perfil dessas pessoas e, a partir desse estudo, teremos uma visão melhor para atuarmos junto a esse contingente” – explica.

João Mendes destacou ainda que a SMASDH atua não apenas no acolhimento dessas pessoas, mas também desenvolvendo ações para que possam ser reinseridas na sociedade. “Após o acolhimento nos abrigos, a Secretaria atua para que a pessoa tenha sua reinserção na sociedade, por meio de cursos e ações voltadas para reforço educacional, de forma a preparar as pessoas para retomar suas vidas” – conclui.