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Trabalho dos órgãos municipais na demolição de prédio na Muzema prossegue. Veja fotos
Publicado em 16/05/2019 - 17:32 | Atualizado em 17/05/2019 - 13:24- Início/
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Demolição de prédio irregular na Muzema Fotos Hudson Pontes/Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou em 30 de abril a demolição do prédio no lote 92 do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na Estrada de Jacarepaguá 370. O prédio vermelho de oito andares é demolido de forma manual inicialmente, por conta da altura, buscando assim afastar o risco de abalo estrutural em outras construções no entorno. Os trabalhos da Coordenadoria Geral de Operações Especiais (CGOE) – órgão vinculado à Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) – começaram pelas paredes internas e pela cobertura e seguirão desta forma até que uma restroescavadeira possa ser usada para auxiliar a derrubada do edifício. Nessa semana, a altura chegou a três andares. A expectativa é de que os serviços sejam concluídos no final do mês de maio, envolvendo 60 trabalhadores de diversos órgãos municipais.
No dia 24 de abril, a Seconserva executou em um único dia com auxílio de máquinas a demolição do prédio de três andares que estava em construção no lote 93-A, situado no mesmo condomínio. Laudo da Defesa Civil realizado após o incidente apontou que estas duas construções tinham risco iminente de colapso e deveriam ser demolidas imediatamente. No local, em 12 de abril, dois edifícios ilegais desabaram vitimando 23 pessoas.

A Secretaria Municipal de Urbanismo e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação intensificaram o trabalho de fiscalização na região da Muzema. No último mês, foram embargadas 36 obras irregulares e emitidas 50 notificações. Além disso, três prédios foram desocupados por decisão judicial na última semana.


Comlurb e Defesa Civil também atuam
A Comlurb fez toda a remoção de terra, lama, galhos e árvores que desceram das encostas por conta das fortes chuvas. As equipes removeram 3.300 toneladas de resíduos em toda a região do Itanhangá. Somente na Estrada do Itanhangá, altura do número 2.240, ainda há a retirada de uma grande pedra pendente, mas que só é possível depois de ser quebrada, o que não é feito pela Comlurb. A rotina na Muzema e Tijuquinha é coleta domiciliar, varrição e remoção de resíduos diariamente com o apoio de um caminhão compactador, quatro basculantes e uma pá carregadeira, e equipe de até 15 garis.
Após a interdição dos dois prédios vizinhos ao desabamento, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil municipal vem atuando de prontidão para atender as equipes da Secretaria de Conservação que realizam a demolição do último imóvel e eventuais chamados da população pelo canal 199. Nos últimos dois dias, o órgão realizou 51 vistorias estruturais em imóveis do conjunto em apoio à Coordenadoria de Operações Especiais (COE), da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (SMIH). Nestas inspeções não foram constatados riscos estruturais iminentes que apontem para interdições emergenciais.
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