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Relógio histórico do Largo da Carioca é restaurado e volta a tocar música a cada hora
Publicado em 24/10/2019 - 10:30 | Atualizado em 24/10/2019 - 17:31- Início/
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- Relógio histórico do Largo da Carioca é restaurado e volta a tocar música a cada hora
Relógio do Largo da Carioca: restauração feita, para alegria dos frequentadores do local. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio de Janeiro, por intermédio da Gerência de Monumentos e Chafarizes, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação, entregou aos moradores da Cidade Maravilhosa o Relógio do Largo da Carioca, no Centro, totalmente restaurado. Um detalhe tem chamado a atenção de quem passa pelo local a cada hora cheia: a música que ecoa em todo o espaço. Há quase duas décadas o relógio não tocava as canções devido a problemas técnicos, vandalismo, furto de peças e desgaste natural.
É uma música diferente para cada hora redonda, das 7h às 21h, num repertório variado que permeia da clássica “Aleluia”, de Haendel, à marchinha “Tá chegando a hora”, de Rubens Campos e Henricão, passando por “Cidade Maravilhosa”, de André Filho; “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; “Valsa de uma cidade”, de Ismael Netto e Antonio Maria, e As Bachiana no 5 de Villa Lobos. Como já era tradição, às 18h toca Ave Maria, de Gounod. A sequência é sempre a mesma da última reforma da peça, em 1999, que passou a marcar as horas por toques de sino.
A Gerência de Monumentos e Chafarizes teve um parceiro importante para que o relógio voltasse a funcionar plenamente. A restauração foi bancada pelo Condomínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao custo de R$ 388 mil. O serviço foi realizado pela AQ Engenharia e durou seis meses. O trabalho incluiu reprodução de peças de ferro fundido, consertos na pedra e polimento das partes com ferrugem.
O relógio faz parte da história do Rio e do Brasil, e desde 1983 é tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac).

História
O monumento é de 1909 e era originalmente um lampadário decorativo, composto por peças ornamentais feitas em ferro fundido. Foi o segundo do Rio, pois o primeiro lugar da cidade a ganhar esse tipo de iluminação pública foi a Lapa, em 1906, na então Avenida Central, atual Rio Branco.
Vera Dias, gerente de Monumentos e Chafarizes da Prefeitura disse que, para facilitar futuros trabalhos de recuperação e restauração, toda a peça está sendo escaneada em três dimensões. Uma equipe de digitalização de patrimônio, munida inclusive de drone, tem colhido imagens do monumento.
— A igreja (convento de Santo Antônio, no mesmo largo) é uma construção que já chama atenção e ter mais esse elemento na praça, sobre o desenho de pedras portuguesas de Burle Marx é muito importante para a cidade e para a autoestima do carioca — aponta a gerente de monumentos, que destaca a importância da parceria e a adoção do Monumento pelo BNDES.

Horários e Canções
7h Aleluia
8h Asa Branca
9h Cidade Maravilhosa
10h Trenzinho Caipira
11h Valsa de uma Cidade
12h Jesus Alegria dos Homens
13h Aquarela do Brasil
14h Tico Tico no Fubá
15h Cidade Maravilhosa
16h O Guarani
17h Bachianas Brasileiras no 5
18h Ave Maria
19h Luar do Sertão
20h Prenda Minha
21h Tá Chegando a Hora.
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