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Rio celebra 10 anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 no Parque Olímpico da Barra
Publicado em 08/08/2026 - 13:21 | Atualizado em 08/08/2026 - 13:26
Duas esculturas das logomarcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 foram inauguradas - Foto: Iago Campos A Prefeitura do Rio prosseguiu com as comemorações pelos dez anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 neste sábado (08/08) ao ministrar várias oficinas com a participação dos alunos das Vilas Olímpicas, no Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, no Parque Olímpico da Barra. O secretário municipal de Esportes, Bruno Ramos, homenageou alguns atletas que estiveram nas competições em 2016 na cidade, como os irmãos ginastas Daniele e Diego Hypólito; o ponteiro Douglas Souza, do Vôlei; o judoca Wilians Silva de Araújo e Camila Leiria, atleta do vôlei sentado, e inaugurou duas esculturas alusivas às comemorações.
– Este equipamento (GEO Isabel Salgado) é um legado na veia! São mil alunos estudando aqui, com direito a praticar esportes. Temos também mais de 5 mil pessoas participando de atividades esportivas, em 26 modalidades. É fantástico comemorar dez anos dos Jogos Olímpicos. Temos uma gestão que pensa em políticas públicas. O legado olímpico do Rio está espalhado por toda a cidade – destacou o secretário Bruno Ramos.
Campeão Olímpico de vôlei no Rio, Douglas Souza lembrou que o legado olímpico carioca transforma a vida das pessoas.
– Temos muita coisa para lutar ainda. Mas só de ter uma escola incrível (Isabel Salgado), que põe as crianças no esporte, já as tira da rua e dá um propósito para mudarem de vida, como mudou a minha. Precisamos de mais escolas iguais a essa – afirmou.
Já o medalhista de prata paralímpico, o judoca Wilians Silva de Araújo, contou como o esporte foi importante para ele.
– O esporte, junto com a educação, é o maior meio de transformação social que temos. Sou do Complexo do Alemão. Morei um tempo na Vila Cruzeiro e, hoje, moro em Olaria. Foi o esporte que mostrou para mim o caminho certo e vitorioso. Só tenho a agradecer a prefeitura por toda a estrutura disponibilizada. O maior legado é o que deixamos para as crianças – ressaltou.
O secretário municipal de Educação, Hugo Nepomuceno, disse que a cidade do Rio é um exemplo para o mundo.
– O legado olímpico carioca é simbólico e inspirador. Esta arena, que virou uma escola, é o primeiro exemplo de legado para o mundo inteiro. São estudantes do 1° ano da alfabetização até o 9° ano do ensino fundamental. O mais incrível disso é ter crianças e adolescentes estudando em um lugar em que atletas nacionais e internacionais se superaram, inspiraram gerações e ganharam suas medalhas. Além do desenvolvimento acadêmico, com oferta de ensino em tempo integral, os estudantes têm a oportunidade de ter o desenvolvimento esportivo – afirmou.
Durante o dia, cerca de 500 alunos das vilas olímpicas do município participaram de oficinas esportivas de vôlei, judô, atletismo, levantamento de peso, esgrima, remo, ginástica artística e boxe. Atletas olímpicos interagiram com as crianças e jovens e estimularam não somente a prática do esporte, mas a difusão dos ideais do Olimpismo.
– É uma oportunidade única estar com um ex-atleta olímpico. O esporte abre portas para mudar a vida. É focar, acordar cedo e treinar”, disse Larissa Vitória Monteiro, de 16 anos, atleta da Vila Olímpica Clara Nunes, em Acari, na Zona Norte, que participou do evento.
Daniele Hypólito, ex-atleta da ginástica olímpica, também foi homenageada.
– Foi incrível poder competir em casa, com a torcida a nosso favor, em 2016. Poder juntar educação e esporte é fundamental. Esse é o verdadeiro legado que se deixa, utilizando a estrutura que foi feita para que dê segmento para outros jovens atletas junto com a educação – destacou ela.
Além das oficinas com os alunos da Vila Olímpica e a homenagem aos atletas olímpicos, o secretário municipal de Esportes, Bruno Ramos, inaugurou duas esculturas das logomarcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. As duas obras foram colocadas e permanecerão na entrada do Ginásio Educacional Isabel Salgado, onde poderão ser visitadas.
Legado esportivo em harmonia com atletas e população
Parque Olímpico da Barra
Um total de 179 eventos esportivos foi realizado desde 2021, quando o plano de legado foi retomado após um hiato de quatro anos, nas arenas municipais do Parque Olímpico, que vão desde competições nacionais, continentais a mundiais.
Em junho deste ano, ocorreu a concessão da Arena Carioca 1, do Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo para a iniciativa privada. Mesmo concedido, parte dos recursos obtidos pelo privado deverá ser destinada para iniciativas socioesportivas desenvolvidas nas Vilas Olímpicas.
Velódromo
Modo Jogos: Recebeu as competições de ciclismo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Modo Legado:
– Atividades esportivas e Rio Museu Olímpico.
Atividades esportivas gratuitas: Até julho de 2022, o Velódromo esteve sob administração do governo federal. Após a Prefeitura do Rio retomar a instalação, o espaço passou a oferecer atividades esportivas gratuitas para 4.300 pessoas por mês, em 34 modalidades esportivas, culturais ou de lazer.
São elas: alongamento, atividade circense, badminton, balé, basquete, beach tennis, corrida e caminhada, dança, esgrima, funcional, futsal, futebol de botão, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, halterofilismo, hóquei, jazz, jiu-jitsu, karatê, kickboxing, levantamento de peso olímpico, muay thai, musculação, patinação, pilates, podcast, hit box, skate, taekwondo, tênis de mesa, tecido acrobático, vôlei e zumba.
Essas atividades eram desenvolvidas na Arena 3, que foi transformada em Ginásio Experimental Olímpico (GEO).
– Museu Olímpico
Inaugurado em agosto de 2025, o museu é dedicado ao Movimento Olímpico e a contar a história da conquista, da preparação e da realização dos Jogos Rio 2016.
– Competições
Por ser o mais moderno da América do Sul, o Velódromo recebe ao longo do ano várias competições nacionais e internacionais de ciclismo, além de outras disputas como esgrima e judô.
Arena Carioca 3
Modo Jogos: Recebeu as competições de Taekwondo e Esgrima nas Olimpíadas. E Judô nas Paralimpíadas.
Modo Legado:
– Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado
Primeira arena esportiva da história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos transformada em escola pública municipal, o GEO Isabel Salgado é formado por 24 salas de aulas, recepção, uma unidade de alimentação e nutrição, sala multiuso e outra de apoio pedagógico, área de circulação, sanitários para funcionários e alunos, além de instalações esportivas com duas quadras e locais para a prática de judô, lutas, tênis de mesa e ginástica. Uma escola em tempo integral e que beneficia cerca de mil alunos. Atualmente, são 12 GEOs em toda a rede educacional, com um total de 5.494 alunos.
– Arquitetura Nômade
Ao pensar na economia de recursos públicos e no reaproveitamento de arenas após os Jogos, a Prefeitura do Rio utilizou o conceito de Arquitetura Nômade para algumas instalações.
Arena do Futuro
Modo Jogos: Recebeu as competições de Handebol das Olimpíadas. E o Goalball nas Paralimpíadas.
Modo Legado:
– Quatro Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs)
Em março de 2022, teve início a desmontagem da Arena para transformação em quatro escolas, situadas nos bairros de Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz, que beneficiam cerca de 1.700 alunos. Cada GET é formado por dez salas de aula, uma de leitura, colaboratório, quadra poliesportiva e áreas administrativas.
Para erguer as escolas, o município utilizou-se do conceito de arquitetura nômade da Arena do Futuro e aproveitou materiais como o breeze (fachada das arenas), estruturas metálicas, instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, divisórias e louças.
– Estádio Luso-Brasileiro
As estruturas das arquibancadas e da cobertura da Arena do Futuro foram doadas para o Estádio Luso-Brasileiro, de propriedade da Portuguesa, na Ilha do Governador. A doação permitiu aumentar a capacidade de público do local que é de 5.044 para 16 mil espectadores.
Estádio Aquático Olímpico
Modo Jogos: Recebeu as competições de natação das Olimpíadas e das Paralimpíadas.
Modo Legado:
– Parque Oeste
A piscina utilizada nas competições foi montada no Parque Oeste. E hoje atende a duas mil pessoas por mês em atividades gratuitas de natação e hidroginástica para todas as idades.
– Bangu Atlético Clube
Parte das estruturas foi cedida para o Bangu Atlético Clube. A medida permitiu que fosse instalada a cobertura na sede social. A doação também garantiu a acessibilidade a pessoas no TEA (transtorno do espectro autista) dentro das instalações do clube.
Centro Internacional de Transmissão (IBC)
Modo Jogos: O Centro Internacional de Transmissão (IBC) recebeu mais de dez mil profissionais de imprensa, que trabalharam no prédio onde funcionavam estúdios e eram geradas as imagens das transmissões oficiais dos Jogos.
Modo Legado: Criado a partir da reutilização de parte das estruturas de aço do (IBC).
O Terminal Gentileza integra três modais: o BRT, VLT e linhas de ônibus municipais regulares.
Desde que foi inaugurado, 22,5 milhões de pessoas já passaram pelo terminal.
Via Olímpica
Modo Jogos: Área de circulação e convivência dentro do Parque Olímpico, que também serviu para interligar as arenas esportivas e culminava no “Live Site”, esplanada destinada a eventos em frente à Lagoa de Jacarepaguá.
Modo Legado:
– Parque Rita Lee
Possui área total de 136 mil m², skate park, muro de escalada com 120 m², quadras poliesportivas, área com brinquedos para crianças, bosque com 200 árvores. Fica numa rota que conecta todas as principais áreas do Parque Olímpico, como as arenas, os terraços e o “Live Site”, uma esplanada destinada a eventos em frente à Lagoa de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Possui 1.100 árvores e 70 mil arbustos, além de muro de basquete, academia da terceira idade (ATI), parquinho infantil, mobiliários, banheiros públicos, pergolados e pisos coloridos e bicicletário. A praça molhada tem 2.600 m² e é formada por 47 estruturas metálicas, que simulam árvores, de onde saem 190 esguichos de água tratada. A água é reutilizada e sempre passa por um processo de filtragem, antes de voltar ao sistema.
– Exposição Olímpica
A festividade no Parque Olímpico foi o segundo ato da prefeitura para celebrar os Jogos 2016. Na quarta-feira (05/08), data que marcou os dez anos da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, foi inaugurada a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã.
A mostra revive a trajetória do Rio na organização e realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, e convida o público a refletir sobre o legado construído e qual ainda será erguido. O visitante terá contato com relíquias originais, como as medalhas, a Tocha Olímpica, uniformes e as mascotes.
O público ainda vai poder interagir com algumas instalações e lembrar de todo o legado deixado pelos Jogos.
“O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro” pode ser visitada gratuitamente até o dia 5 de outubro, de quinta-feira a terça-feira (às quartas-feiras o museu está fechado), das 10h às 18h (última entrada às 17h).
Terminal Gentileza
Os cariocas também poderão festejar os dez anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no Terminal Intermodal Gentileza. Um painel instagramável e uma Tocha Olímpica, onde o público poderá tirar fotos, foram instaladas no terminal.
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