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Galpão das Artes Urbanas da Comlurb lança mostra Renascimento Urbano, reunindo arte, música e natureza
Publicado em 29/05/2026 - 15:20 | Atualizado
São obras criadas a partir do reaproveitamento de instrumentos musicais, entre outros materiais ligados à música. Foto: Comlurb / Divulgação O Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino, da Comlurb, apresenta, de 2 de junho a 6 de agosto, a mostra Renascimento Urbano, com obras inéditas de Carol MCLM, fazendo um aprofundamento do diálogo entre arte, música, ancestralidade e natureza. São obras criadas a partir do reaproveitamento de instrumentos musicais, entre outros materiais ligados à música, que traduzem emoções e paisagens internas em composições vibrantes, marcadas por cor, movimento e simbolismo. Com uma estética que convida à imersão, a mostra constrói experiências sensoriais que atravessam o olhar e despertam no público a sensação de estar dentro da própria obra.
A artista plástica autodidata, ambientalista e advogada leva ao Galpão sua produção com oito esculturas, oito quadros e dez fotografias, transitando entre sensibilidade poética e crítica contemporânea. Entre os destaques está a escultura “Mulher Rosa Choque” construída com reaproveitamento do corpo de guitarra rosa, cano de PVC e lata de metal decorativa, para simbolizar resistência, identidade e renascimento.
— A obra celebra a força e a influência das mulheres no século XXI, como a inesquecível Rita Lee. Mulheres que passaram a exercer importantes atividades dentro e fora de casa e são umas das principais responsáveis pela luta ambientalista. Combinando elemento do rock que poucos percebem, suas cordas e instrumentos, que após cada espetáculo, como em tudo na vida, o lixo é gerado —, define Carol MCLM.
Outra obra em destaque, “Batuques do Cotidiano”, é formada por conjunto de tambores feito com embalagem plástica e uma lata de metal, convidando à reflexão sobre o ciclo de vida dos resíduos e a beleza que pode ser criada a partir do que foi deixado de lado. Carol explica que a obra mostra que, em meio ao ritmo acelerado das cidades, cada som ecoa a história dos materiais que nos cercam. A obra também é uma homenagem ao “Tambor de Crioula do Mestre Felipe do Maranhão”, manifestação afro maranhense.
Já “Colapso”, composta com fragmentos quebrados de cimento e tampa de lixeira usada como molde, traz a reflexão sobre a qualidade das águas e a importância para todo sistema global. A parte de cima, os pulmões, representa o oxigênio que é produzido nos mares e nas florestas. Na parte de baixo, as nervuras da folha representam uma bacia hidrográfica com seus diversos rios e afluentes.
Essa é a segunda exposição de Carol no Galpão das Artes. A primeira foi em 2024. A artista reafirma nesta edição sua capacidade de transformar materiais descartados em obras de arte, é uma manifestação de seu compromisso com a sustentabilidade e seu desejo de criar um diálogo sobre a importância da reutilização na sociedade atual.
Serviço:
Abertura – Terça-feira, 2 de junho
Visitação: De 3 de junho a 6 de agosto – de segunda a sexta, das 9h às 17h
Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino da Comlurb
End. Rua Padre Leonel Franca, s/n° – Gávea
(sob o Viaduto Lagoa-Barra, em frente ao Terminal Rodoviário da PUC)
Entrada Franca
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