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Ronda Maria da Penha da GM-Rio completa cinco anos de atuação
Publicado em 13/03/2026 - 17:51 | Atualizado- Início/
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- Ronda Maria da Penha da GM-Rio completa cinco anos de atuação
Grupamento da GM-Rio integra rede de proteção nacional e já atendeu mais de dez mil mulheres. Foto: Robert Gomes
A Ronda Maria da Penha (RMP), da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio), está completando cinco anos de atuação, neste mês de março. Desde a criação do grupamento especial, 10.550 mulheres já receberam assistência em algum momento da vida. E no último ano, não houve nenhum registro de feminicídio entre as assistidas.
Em 2025, o grupamento especial recebeu 3.933 chamados, aumentando para 5.631 o número de mulheres que contam com a proteção dos agentes municipais. Foram registradas 24.194 ações de acolhimento, que consistem na visitação regular e no acompanhamento para verificação do estado das assistidas.
A violência contra a mulher pode acontecer independente de raça, escolaridade, religião e até idade. Dentre as mais de cinco mil medidas protetivas em vigor, uma é a de uma idosa de 100 anos – a qual não terá a identidade revelada por sigilo de justiça. Moradora da Tijuca, na Zona Norte, ela tem direito a proteção desde 2023 contra um neto com quem vivia e que praticava violência psicológica.
A centenária contou que o neto ficava violento após consumir álcool.
– Me xingava muito e eu ficava com medo até que me levaram na delegacia e conseguiram deixar ele longe -, relata.
Além desse acompanhamento regular, as equipes da Ronda Maria da Penha também podem ser acionadas pelas assistidas em situações emergenciais e flagrante violência. No ano passado, foram registradas 265 conduções para delegacia e 43 prisões em flagrante, sendo a maioria por violação da medida protetiva. Em cinco anos, foram registradas 161 prisões, com casos de violência física e até cárcere privado. Em todas as ocorrências, os agentes conseguiram garantir a integridade das vítimas e a condução dos suspeitos para delegacia também de forma humanizada.
De acordo com o comandante da GM-Rio, inspetor geral Itaharassi Bonfim Júnior, nesses últimos cinco anos, tivemos êxito na nossa missão de proteger as mulheres da nossa cidade.
– Cada guarda municipal é treinado para combater esse tipo de violência, as equipes da Ronda Maria da Penha atuam na linha de frente de combate e também realizam ações de conscientização e de educação, além disso, temos protocolos e procedimentos operacionais bastante claros e rígidos que valem internamente, porque nosso principal compromisso é proteger a vida e a dignidade das mulheres cariocas. Vale destacar que integramos uma rede nacional de proteção às mulheres e a parceria com outros órgãos, em especial, a Secretaria da Mulher do nosso município, potencializa o nosso trabalho.
A Ronda Maria da Penha
Criada em 12 de março de 2021, a o grupamento especial da Guarda Municipal começou o trabalho devido ao aumento significativo de casos de violência contra as mulheres durante a pandemia do Covid-19. De acordo com pesquisas do Instituto DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher, a violência aumentou em mais de 80% no período.
Com a instalação de bases localizadas nas principais regiões de concentração de denúncias de violência contra a mulher da cidade, o atendimento aos chamados emergenciais aumentaram a capilaridade no atendimento às mulheres próximo de suas residências. Atualmente, a Ronda Maria da Penha conta com efetivo de cerca de 100 guardas municipais capacitados para lidar com o tema.
Segundo a líder da Ronda, Glória Maria, a função da ronda não é apenas checar se as medidas protetivas estão sendo cumpridas, mas também .
– O intuito é geral proteção imediata, que vai ser fiscalizada e tudo que ela precisar da rede, como autonomia de empregabilidade, psicólogos, e equipes multidisciplinares dispostas a acompanhá-las no processo até que ela não precise mais se utilizar desse direito que a Lei Maria da Penha traz -, explica.
A Ronda atua na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência expedidas pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar. As equipes podem ser acionadas em situações emergenciais e em flagrantes de violência. O grupamento atua na cidade em parceria com a Secretaria da Mulher da Prefeitura do Rio e faz parte da Rede de Proteção à Mulher no Brasil, que envolve órgãos municipais, estaduais e federais.
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