Informes da Vigilância Sanitária sobre a criptococose

09/08/2019 17:00:00


Técnicos afastam riscos no Rio e dão dicas para evitar presença de pombos

 
Diante da repercussão nas redes e na mídia de casos em São Paulo de vítimas da criptococose, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) informa que no município, de todas as amostras analisadas para o fungo Cryptococcus neoformans desde 2017, apenas uma deu positiva para a zoonose em animal, em exame realizado no ano passado. Além das análises, o órgão que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde desenvolve orientação sobre a presença de pombos, cujas fezes albergam Cryptococcus neoformans, fungo que acomete homens e animais domésticos e silvestres.
 
 
As ações educativas são feitas em atendimento a solicitações de contribuintes, escolas e outras instituições, e ainda  como escolas e população em geral, registradas na Central 1746. Técnicos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ, em Santa Cruz) interagem com o solicitante esclarecendo sobre a prevenção. A aglomeração de pombos se dá pela facilidade de abrigo e alimentação oferecida por humanos, e por isso uma das orientações é evitar alimentá-los. Essas e outras orientações são levadas também em atividades realizadas em espaços como escolas, associações de moradores e eventos em geral. Um deles foi a Convisa Rio, conferência nacional realizada pela Vigilância Sanitária nos últimos dias 6, 7 e 8, no Centro de Convenções SulAmerica. Além de palestras e exposição de acervo histórico, o encontro serviu para difundir as informações sobre zoonoses, como a criptococose. 

- Muito legal aprender sobre essas doenças e saber como a gente pode se proteger delas. Não sabia de nada disso - reagiu com surpresa Maria Vitória, da turma de alunos de escolas da Prefeitura do Rio que visitaram a exposição e o estande da Vigilância na Convisa. 

Entre as medidas de prevenção está a importância de higienizar com solução desinfetante o local onde há fezes, com o operador utilizando EPI (Equipamentos de Proteção Individual), como luvas e máscaras apropriadas. Para evitar a suspensão de partículas com a possível contaminação, as fezes devem ser umedecidas antes da remoção.

Após a higienização do ambiente, é muito importante a adoção de barreiras físicas para manter os pombos afastados. Alguns exemplos são a instalação de telas, a vedação dos locais por onde as aves possam passar, a implantação de espículas sobre muros e muretas para impedir o pouso e ainda o uso de gel repelente em determinados suportes de pouso, como madeiras de sustentação do telhado. Em grandes instalações, há controle de pombos até por utilização de aparelho repelente que gera um campo eletromagnético.

A Vigilância Sanitária ressalta que as aves são protegidas pela Lei Federal Ambiental 9.605/98, com as ações do Centro de Controle de Zoonoses se concentram em medidas informativas e educativas.

Em dois anos e meio da atual gestão, a Vigilância recebeu 1.914 chamados da presença de pombo em toda a cidade, sendo 
766 em 2017, outros 791 em 2018 e 357 no primeiro semestre de 2019, todos eles assistidos com ações orientativas. 

A Subvisa faz também rotineiramente o exame de cultura de secreção e lesões em gatos para a esporotricose com testagem para criptococose. Nesses quase três anos, de todas as amostras analisadas apenas uma deu positivo para Cryptococcus neoformans. 

As análises são feitas por técnicos do Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), em São Cristóvão, uma das unidades da Vigilância Sanitária. Em 2017 foram analisadas 904 amostras e 1.163 em 2018, com uma delas dando positivo. Nos seis primeiros meses de 2019, foram analisadas 1.207 amostras, todas negativas para criptococose.

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