Escola Municipal na Tijuca, com 29 alunos da Educação Especial, é referência em inclusão

25/06/2019 18:17:00


"Aqui todos são especiais". É com esse lema que a Escola Municipal Soares Pereira, localizada na Tijuca, trabalha a particularidade de cada aluno, o seu sentido de pertencimento, a valorização e a aceitação de ser como é. Com atendimento a 444 estudantes do 1º ao 9º ano, sendo 29 alunos da Educação Especial, a unidade educacional da Prefeitura do Rio se tornou uma referência no trabalho de inclusão na região.

Em classes especiais ou em turmas regulares, todos os estudantes com deficiência são acolhidos e integrados, sem restrições, nos projetos e atividades realizados pela escola. Questões como cidadania, respeito e diversidade fazem parte do Projeto-Político-Pedagógico da unidade e os temas são abordados continuamente com as crianças e adolescentes.

— O acolhimento é algo natural aqui na escola. Todos os alunos interagem, estudam e brincam em um ambiente alegre e de inclusão. As próprias crianças são muito atentas aos especiais e sempre estão auxiliando, conversando e chamando os amiguinhos para brincarem — explicou a coordenadora pedagógica da escola, Kátia Evangelista. 

Além dos alunos incluídos em turmas regulares, a Escola Municipal Soares Pereira têm classes especiais para atendimento alunos com Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) /Transtorno do Espectro Autismo (TEA) e Deficiência Intelectual. 

Foi depois de ouvir relatos positivos sobre o trabalho realizado na Rede Municipal de Ensino, que a jornalista Luciana Calaza, mãe de Felipe Calaza, de 12 anos, decidiu buscar escolas públicas que oferecessem classes especiais, já que seu filho tem autismo severo com grave comprometimento cognitivo. Antes disso, o menino passou por uma creche e duas escolas, todas particulares. 

Felipe foi matriculado na Escola Municipal Soares Pereira no início deste ano. Ele é acompanhado por facilitadora contratada pela família desde que tinha cinco anos. A profissional realiza um trabalho que vai além da sala de aula e por esse motivo e em concordância com a direção da escola, a psicóloga Lívia Assis se inscreveu como voluntária na Secretaria Municipal de Educação para acompanhamento do Felipe.

Em uma postagem em seu perfil de uma rede social, Luciana relatou a sensação de pela primeira vez ver o filho ser acolhido de verdade sem estar "incomodando". Na última segunda-feira, 24 de junho, Felipe foi com todos os colegas da escola à Praça Xavier de Brito, onde assistiu a uma apresentação do trio Caxangá, com músicas e brincadeiras do folclore brasileiro, e visitou o ônibus-biblioteca do projeto "Livros nas Praças".

— A professora Natascha é altamente capacitada e, acima de tudo, acolhedora. Vibra com cada conquista de seus alunos. A turma pequena está sendo uma experiência muito positiva para o Felipe, que tem a possibilidade de estreitar mais os laços com a professora e com os colegas de turma. A convivência com as crianças das turmas de ensino regular está sendo muito bacana. Todos adoram o Felipe. Os avanços pedagógicos dele são lentos devido à sua deficiência cognitiva, mas a gente vem observando ganhos comportamentais que são resultado de um ambiente em que ele se sente aceito, respeitado, feliz — disse Luciana. 




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