Modelo do Ginásio Experimental Olímpico deve chegar à Rede Federal de Educação

13/07/2017 11:31:00  » Autor: Fotos: Helio Melo


Uma comitiva de representantes do Ministérios da Educação e dos Esportes fez hoje uma nova visita ao Ginásio Experimental Olímpico (GEO) Nelson Prudêncio, na Ilha do Governador. A ida à unidade foi para apresentar o projeto a reitores dos institutos federais de ensino, com vistas a ampliar a bem-sucedida experiência da Prefeitura do Rio de Janeiro para o Ensino Médio em todo o País.

 

Um Grupo de Trabalho criado pelos dois ministérios está elaborando uma proposta de continuidade do modelo GEO para o Ensino Médio. A ideia é iniciar projetos-pilotos na Rede Federal de Educação Profissional por meio do GEO-TEC – Programa de Educação Esportiva nos Institutos Federais.  

 

Marco Juliatto, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do MEC, afirmou que o Grupo de Trabalho identificou três formas possíveis de adesão ao projeto pelo Governo federal: integrar o modelo dos ginásios experimentais ao Ensino Médio Integrado ao Técnico; fechar parcerias com escolas de outras redes vizinhas às escolas técnicas ou mesmo com as escolas municipais de ensino fundamental.

 

"O Ministério dos Esportes chegou à conclusão que fomentar a prática do esporte nos jovens brasileiros só através de bolsas e patrocínio não traz ganhos suficientes. Se volta agora a apoiar projetos com metodologias de ensino que reúnam educação e esportes", disse Juliatto, que é também assessor do Instituto Federal de Santa Catarina, instituição com 19 campis que oferece cursos de qualificação e formação continuada.

 

Já a Pró-reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência a Tecnologia de Pernambuco, Ana Patrícia Siqueira Tavares Falcão, informou que o GT vem trabalhando na elaboração de um edital de lançamento do programa em 41 IFES do País. "Como contrapartida, o Ministério dos Esportes nos acena com a possibilidade de investimentos em reformas de escolas e aquisição de equipamentos", disse.

 

O reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, Roberto Gil Rodrigues Almeida, afirmou os IFES foram ganhos para a proposta de implantação dos ginásios olímpicos. Basta agora, segundo ele, seduzir os professores para aderirem ao projeto e criar um modelo de formação de docentes para o ensino integrado com o esporte.

 

"Nós precisamos investir na qualificação desses profissionais, porque 20% dos professores da rede federal de ensino profissional e tecnológico são novos, e adaptar nossas unidades para atender a modalidades esportivas", enfatizou.

Roberto Gil, que é também vice-presidente do Conselho Nacional dos Institutos Federais, disse que há 38 institutos federais no Brasil, dois centros federais de Educação Tecnológica (Cefet) e 41 colégios Pedro II.

 

A coordenadora dos ginásios olímpicos da Secretaria Municipal de Educação, Cristina Brum, foi a anfitriã da visita ao GEO da Ilha, uma das quatro unidades do programa experimental da Prefeitura. Essas escolas atendem 1500 alunos e oferecem em média sete modalidades esportivas. Cada turma conta com 35 alunos.

 

Estavam também na comitiva, acompanhada por integrantes do Instituto Trevo e diretores dos demais ginásios olímpicos, Sandra Tinné, da Secretaria de Educação Básica, que se confessa uma entusiasta do modelo, Marcelo Bregagnoli, ex-campeão de judô e reitor do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, e Júlio César Garcia, do instituto Federal Goiano, que fará reunião nesta sexta-feira, dia 14, na Superintendência do Ensino Médio do Estado, para para apresentar o projeto à Secretaria de Educação.  

 

Marcelo Bregagnoli disse que a implantação de Geos na sua Rede ficou mais fácil, depois da incorporação da Escola Superior de Atividade Física de Muzambinho, que oferece cursos de Educação Física e projetos de extensão. 

 

O Ginásio Experimental Olímpico reúne desenvolvimento acadêmico e esportivo para alunos do 6º ao 9º ano. Os outros três GEOs da cidade são Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa; Dr. Sócrates, em Pedra de Guaratiba; e Félix Mielli Venerando, no Caju. 

 

Os ginásios possuem carga horária de nove horas, cinco tempos semanais de inglês, além de matérias eletivas e treinamento esportivo. A rotina de treinos envolve pelo menos duas horas de prática esportiva por dia. Os alunos têm mais aulas de Português, Matemática, Ciências, e de reforço, como incentivo para tirar boas notas.