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Novembro Azul – A saúde do homem em pauta

09/11/2018 08:36:00


A cada hora, sete homens recebem o diagnóstico de câncer de próstata no Brasil, de acordo com as estimativas de incidência do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para 2018 (68.220 casos/ano). O tumor mais incidente no homem (excluindo-se o câncer de pele não melanoma) ainda mata cerca de 20% dos pacientes. Com o objetivo de orientar e conscientizar a população sobre a importância do assunto foi criado o movimento Novembro Azul.

 

No Rio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promove uma série de ações durante este mês, como caminhadas, rodas de conversa, sessões de sala de espera, oferta de auriculoterapia, além de orientações sobre a prevenção e o tratamento do diabetes e o combate a arboviroses. As atividades são oferecidas nos Centros Municipais de Saúde (CMS) e nas Clínicas da Família. Confira aqui a programação.

 

A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é que homens a partir de 50 anos procurem um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em decisão compartilhada com o paciente. Após os 75 anos, poderá ser realizado apenas para aqueles com expectativa de vida acima de dez anos.

 

O servidor da Gerência de Plano de Saúde do Previ-Rio Silvano Ribeiro é um exemplo do homem que se cuida. Hoje, com 57 anos, ele procura ir regularmente ao urologista e diz ter ido a primeira vez aos 50, como recomenda a SBU. "Ainda não foi preciso fazer o teste de toque devido aos resultados dos meus exames do PSA e do meu histórico familiar, mas já fiz para prevenção do câncer no reto e vejo com naturalidade. Inclusive tento explicar aos meus amigos que o exame não tira a masculinidade de ninguém e pode salvar uma vida". Para Silvano movimentos como o Novembro Azul vêm contribuindo para uma mudança no pensamento sobre o assunto, "o preconceito está diminuindo, tem melhorado muito por conta da conscientização promovida através das ações desenvolvidas pelos órgãos governamentais e pela mídia".

 

 

Doenças da próstata

 

Do tamanho de uma castanha e localizada abaixo da bexiga, a principal função da próstata é produzir uma secreção fluida para nutrição e transporte dos espermatozoides. Ao longo da vida a glândula pode desenvolver três doenças: a prostatite (inflamação), a hiperplasia prostática benigna – HPB (crescimento benigno) e o câncer.

 

A prostatite chega a atingir cerca de 30% dos homens. Pode causar ardor ou queimação ou um desconforto junto ao orgasmo, esperma de cor amarelada, vontade frequente para urinar etc. A principal causa para a doença são uretrites, como a gonorreia, após relacionamentos com parceiras com infecções ginecológicas e ainda após relação anal sem preservativo.

 

Já a HPB pode atingir cerca de 50% dos homens acima de 50 anos e provoca aumento da frequência urinária diurna, diminuição da força e do calibre do jato urinário, demora para iniciar a micção, sensação de urgência para urinar, entre outros sintomas.

 

O câncer, por sua vez, não costuma apresentar sintomas em fases iniciais, quando em 90% dos casos pode ser curado. Ao apresentar sintomas significa já estar numa fase mais avançada e pode causar vontade de urinar com frequência, presença de sangue na urina ou no sêmen.

 

Fatores de risco:

 

– Histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio
– Raça: homens negros
– Obesidade
– Sedentarismo

 

Exames

 

A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA no sangue juntamente com o exame de toque. "Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB e há casos em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso", explica o coordenador do Novembro Azul 2018, Dr. Geraldo Faria.

 

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia (portaldaurologia.org.br)