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Carnaval 2017 já tem sua corte real

12/10/2016 14:00:00


 

Na noite de terça, 11 de outubro, a Cidade do Samba sediou a escolha do Rei Momo, da Rainha e das duas Princesas do próximo carnaval, em evento realizado pela Riotur. A nova corte já começa seu reinado neste fim de semana, participando de eventos nas quadras das escolas de samba.

 

O músico Fábio Damião dos Santos Antunes é o novo Rei Momo do carnaval da cidade. Conhecido como Arerê, Fábio tem 31 anos, torce pela Mocidade e concorria pela quarta vez ao trono. A eleita Rainha do Carnaval 2017 é a dançarina Uillana Adães, única que já tem experiência na Corte: foi 1a princesa em 2016 e 2a princesa em 2015. Com 21 anos ela torce pela Portela. A 1a Princesa é a também dançarina Joice Rocha de Oliveira, de 20 anos e torcedora da Grande Rio, que concorreu este ano pela primeira vez no concurso. A 2a princesa é a professora de maquiagem Deisiane Conceição, portelense de 28 anos - e mãe da Maria Flor, que tem apenas três meses. Os vencedores, além do título e da coroa, recebem um prêmio no valor de R$ 30 mil, sendo que as princesas recebem R$ 22,5 mil cada uma, além da faixa e da tiara.

Os candidatos se apresentaram ao som da banda Rio Samba Show. Enquanto o resultado era apurado, shows do grupo Pagodeô e de Leandro Sapucahy animaram as torcidas presentes na Cidade do Samba. O júri responsável pela decisão, presidido pelo vice-presidente da Riotur, Bruno Mattos, era composto pelo Diretor de Operações da Riotur, Gustavo Mostof, pelo Subsecretário de Turismo, Philipe Campello; pelo diretor jurídico da Riotur, Heric Monti, pela porta-bandeira Selminha Sorriso, pelos jornalistas Fabio Judice (TV Globo), Aline Prado (TV Globo), Igor Ricardo (Extra) e Claudia Silva (site CarnavaleSamba.Rio) e pela presidente da Amebras, Celia Domingues.

 

Histórico do concurso

O Rei Momo é uma das figuras mais tradicionais do Carnaval. Na Mitologia Grega, Momo era o Deus da galhofa e do delírio, da irreverência e do achincalhe e, por isso, acabou expulso do Olimpo. Na Roma antiga, o mais belo dos soldados era coroado Rei Momo e tratado como um verdadeiro senhor, comendo, bebendo e se divertindo à exaustão. 
 
Quando a festa chegava ao fim, o alegre monarca era levado ao altar de Saturno e sacrificado. No Brasil, em 1862, um caricaturista o retratou levantando a máscara, sorrindo e segurando, na outra mão, o cetro da soberania: um pesado bastão.

A figura do Rei Momo surgiu no Carnaval carioca em 1933. O jornal "A Noite"  deu-lhe a  forma  plástica na figura de um rei. O saudoso Jota Efegê, famoso jornalista especialista em carnaval, contou que o monarca em papelão foi conduzido por um cronista carnavalesco. Depois de um desfile animado pela Avenida Rio Branco, no centro da cidade, o boneco sentou no trono, de onde passou a presidir o Carnaval carioca. Mas o jornal não se contentou: queria um rei de carne e osso. O redator de turfe Moraes Cardoso, um homem muito gordo, foi eleito e vestido como um monarca.  Saudado com o tradicional Vive le roi! por colegas da redação, saiu às ruas e foi festejado com serpentinas, confetes e jatos de lança-perfume. O reinado de Moraes Cardoso durou até a sua morte em 1948.

Até 1967 a eleição do Rei Momo se dava por indicação de entidades carnavalescas e jornalistas. Naquele ano, o concurso foi oficializado por Lei Estadual e em 88 por Lei Municipal. Ao lado do Rei Momo, que comanda a abertura do Carnaval carioca, está a Rainha do Carnaval e suas princesas. Instituído em 1950, o concurso para a eleição das beldades e do Rei Momo vem se transformando em verdadeiros espetáculos populares. A primeira Rainha do Carnaval foi a vedete Elvira Pagã.

Organizados pela Riotur, os dois concursos mobilizam a opinião pública. Os soberanos do carnaval são escolhidos por jurados que avaliam desembaraço, sociabilidade, facilidade de expressão, simpatia e espírito carnavalesco dos candidatos e candidatas.

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