Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

 

 


 

Saúde do Rio quer atender ainda mais animais

13/11/2017 13:41:00


A campanha de vacinação contra raiva, promovida pela prefeitura do Rio de Janeiro, já vacinou cerca de 400 mil animais em 2017. Este é um aumento de 82% em relação às 72 mil vacinações do ano passado, com uma etapa ainda pendente. A meta é vacinar 500 mil cães e gatos, número maior do que os registrados nos quatro últimos anos. 
 
Na quarta etapa da campanha, realizada no dia 21 de outubro, a Vigilância Sanitária vacinou 105.759 animais. Somado com os números das três anteriores, o total já passa de cinco vezes o número de 2016. O próximo dia será 18 de novembro nos bairros de Paciência, Santa Cruz, Sepetiba, Manguariba, Palmares, Pedra de Guaratiba, Barra de Guaratiba e Ilha de Guaratiba, em 80 postos de vacinação. Além desses postos, cinco kombis irão aos locais de difícil acesso. É possível também levá-lo ao instituto Jorge Vaitsman (IJV) ou ao Centro de Controle de Zoonose (CCZ) para a primeira dose da vacina.
 
Se você vai vacinar o seu animalzinho, preste atenção: os cães devem estar com coleira e guia, e os gatos em caixas de transporte apropriadas. Só podem ser vacinados animais com mais de três meses e não gestantes. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36h após a aplicação. Todas as vacinas são repassadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição.
 
Entenda a doença 
A raiva é uma doença que compromete o sistema nervoso do homem, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. É uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis ao vírus da raiva, podendo transmiti-la. Mas cães, gatos e morcegos são os principais transmissores. A vacina é a única maneira de controlar a doença.
 
Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Ao mesmo tempo, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para uma das unidades especificas que funcionam como polo de profilaxia da raiva. O animal deve ser observado por 10 dias e o caso informado ao Centro de Controle de Zoonoses, por meio da central de atendimento 1746.
 
A raiva está controlada e sem apresentar registro de casos em humanos há 33 anos no Rio, mas ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus. 
 
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