Aedes aegypti

Esse é o Aedes aegypti. O mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, doenças que acometem populações do mundo todo. É importante saber que o ovo leva cerca de dez dias para se transformar em mosquito, estágio em que pode picar e infectar pessoas por aí. Por isso, para interrompermos o seu ciclo de vida, devemos limpar os possíveis criadouros uma vez por semana.

Dengue

A dengue foi identificada no Brasil em 1986 e a estimativa é que hoje ocorram no mundo mais de 50 milhões de infecções por ano. A dengue se apresenta através de quatro vírus diferentes (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), aumentando as chances de infecção e possibilitando que uma mesma pessoa tenha a doença até quatro vezes.

Zika

O vírus Zika foi identificado no Brasil no ano de 2015 e já apresentou características que merecem atenção. Além da picada do Aedes aegypti, ele é também transmitido por via sexual e pode causar complicações neurológicas em adultos e bebês. A doença pode ser assintomática e, por isso, a proteção com repelente e preservativo é fundamental.

Chikungunya

A primeira epidemia documentada aconteceu na Tanzânia, África, entre 1952 e 1953, chegando ao Brasil apenas em 2014. O nome chikungunya significa "aqueles que se dobram" em Swahili, um dos idiomas da Tanzânia, em referência ao principal sintoma da doença: fortes dores nas articulações.

Dengue, Zika e Chikungunya - Aspectos clínicos
Sintomas
Dengue
Zika
Chikungunya
Febre

Alta (acima de 38º), que começa subitamente.

Leve ou até mesmo ausente.

Alta (acima de 38º), que começa subitamente.

Dores

Nos músculos, nas articulações,  na cabeça e atrás dos olhos.

Dores menos intensas nas articulações, em geral nas extremidades, às vezes acompanhadas de inchaço. Olhos vermelhos e aversão à luz.

Inchaço nas articulações e dores intensas, que dificultam atividades rotineiras (como cozinhar, tomar banho, escovar os dentes etc).

Manchas Vermelhas

Sim, às vezes com coceira.

Sim, com coceira intensa.

Sim, às vezes com coceira.

Atenção

- Náuseas e diarreia
- Dor abdominal
- Vômitos persistentes
- Tontura
- Sangramento de mucosa
- Prostração e fraqueza

- Dormência nas extremidades
- Dificuldade para caminhar
- Alterações neurológicas
- Paralisia facial
- Atenção para gestantes

- Idade acima de 45 anos.
- Lesões prévias nas articulações.
- Doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, ou autoimunes, como lúpus.
- Atenção para recém-nascidos.

Complicações

Pode haver comprometimento de órgãos como pulmões, coração, fígado, rins e do sistema nervoso central.

Comprometimento neurológico, que provoca debilidade muscular. Possibilidade de reação autoimune (Síndrome de Guillain-Barré), que pode levar à paralisia cerebral.

Persistência da dor por meses ou até anos, em alguns casos, com queda da produtividade em população economicamente ativa (20-60 anos de idade). Possibilidade de comprometimento neurológico


Sinais de alerta

Fique atento! Se além de febre, ou mesmo depois que a febre se for, você apresentar desmaios, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Esses sinais de alerta são de todas as arboviroses e, independente de qual seja, é preciso consultar um profissional.

Lista de tarefas da prevenção

Clique em cada uma das tarefas para marcá-las como realizadas

Ralos

Manter vedados ou telados e garantir que não estejam entupidos.

Tonéis, barris e depósitos de água

Lavar as paredes internas usando esponja e sabão.

Calhas

Não deixar nenhum entupimento ou desnível.

Piscinas

Limpar a água e escovar as bordas internas.

Caixas d´água, cisternas e poços

Limpar a água e escovar as bordas internas.

Lixeiras

Manter sempre bem fechadas e em locais cobertos. Fechar bem o saco plástico, ao jogar o lixo fora.

Bebedouros de animais domésticos

Lavar em água corrente, com esponja e sabão.

Pratinhos de vasos de plantas ou xaxins

Evite o uso de pratos ou fure o fundo para não acumular água.

Lajes

Não deixar empoçamento de água por desnível do piso.

Pneus velhos

Furar com furadeira para que não acumulem água em seu interior.

Geladeiras

Lavar a bandeja externa com água e sabão.

Entulho e lixo

Não deixar acumular. Manter quintal e área externa sempre limpos.

Garrafas, copos, tampinhas

Manter sempre em local coberto e de cabeça para baixo, para não acumular água.

Clique abaixo e baixe o aplicativo.

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Como se proteger

Cuidar da casa, do bairro, da família e de si mesmo. Essa é a regra para evitar ser picado pelo mosquito Aedes aegypti. Já que você vai cumprir sua lista de tarefas uma vez por semana, não se esqueça de cuidar também de você.

Roupas compridas

O calor no Rio de Janeiro é muito forte, mas sem dúvidas calças ou blusas de mangas longas são uma boa opção para dificultar o trabalho do Aedes aegypti. Portanto, use roupas que protejam a maior parte do corpo, especialmente se estiver circulando por lugares que possam ter criadouros do mosquito.

Repelente

Passar repelente é fundamental, não só para não pegar as doenças, como para não passar para outras pessoas. Isso porque o mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e, dessa forma, se torna capaz de infectar outras pessoas. Portanto, se você estiver infectado, o cuidado deve ser redobrado. Os repelentes podem ser aplicados por cima das roupas, especialmente se você tiver dúvidas se o tecido é capaz de barrar o mosquito.

Risco para grávidas e recém-nascidos

Estudos já comprovaram a possibilidade da transmissão vertical (de mãe para o filho ainda na barriga) da chikungunya. Se a gestante for infectada no período próximo ao parto, o bebê pode apresentar sintomas da doença e em alguns casos, manifestações graves, como danos ao sistema nervoso central, complicações cardíacas e na pele.

O caso da zika é também preocupante no que se refere à transmissão vertical. A infecção nos primeiros meses de gestação pode acarretar em malformações congênitas, particularmente microcefalias, nos bebês. A microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça do recém- nascido é menor que a considerada normal.

Está com algum sintoma?
Vá à unidade de saúde mais perto de você!

Não espere os sintomas piorarem. Assim que eles aparecerem em você, um familiar ou um amigo, procure a unidade de saúde mais perto!

Aqui mosquito não se cria.
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