Nota oficial: A verdade sobre as obras na Avenida Niemeyer

Publicado em 13/09/2019 - 17:02 | Atualizado
Avenida Niemeyer, em São Conrado: fechada por determinação da Justiça. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do RioAvenida Niemeyer, em São Conrado: fechada por determinação da Justiça. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (SMIH) esclarece, em resposta à matéria publicada nesta sexta-feira,  no jornal O Globo, que não há qualquer  atraso nas obras da Avenida Niemeyer, tampouco negligência ou pouco caso nos envios de informações a respeito do andamento das intervenções, seja para a Câmara do Rio ou qualquer outro órgão de controle. Como é usual em relatórios gerenciais, o documento enviado em um mês faz referência aos trabalhos do mês imediatamente anterior. Logo, o relatório enviado à CPI tinha como base o avanço físico das obras até julho de 2019. E mesmo em julho, como agora, o ritmo dos trabalhos segue sendo o esperado, sem quaisquer interrupções ou atrasos.

Cabe ressaltar que as obras de contenção têm seu início com pouca visibilidade – já que demandam serviços de limpeza, preparo, fundações, ancoragem, entre outros – o que pode dar ao leigo uma impressão equivocada de lentidão. Sem esse trabalho inicial, previsto em qualquer cronograma deste tipo – não há como entregar uma obra de excelência e de qualidade. Atualmente, estamos na fase de colocação de fôrmas e concretagem.

A afirmação feita pelo vereador Fernando William – um médico, por formação, importante salientar – deve ser considerada, no mínimo, um achismo de alguém que não possui qualquer qualificação técnica para realizar uma análise mínima de uma obra com tanta complexidade, como a da Avenida Niemeyer. É irresponsável afirmar que “as obras não estão sendo tratadas como emergenciais”, uma vez que qualquer obra – seja ela emergencial ou não – precisa seguir o rito das boas práticas de engenharia, fato esse que garantirá sua qualidade.

Quanto à questão do desembolso, o fato de a Prefeitura ainda não ter realizado o pagamento, significa que as empresas – assim como nós – estão comprometidas com a gestão e com a cidade, visando antes de tudo o atendimento à população atingida. Os pagamentos estão sendo providenciados e serão feitos o quanto antes, sempre de forma responsável.

O fato de um equipamento estar em manutenção no canteiro não significa atraso nem diminuição de ritmo. Fica claro que o senhor Luiz Fernando Reis tem se equivocado bastante no que tange às análises feitas, ultimamente, em relação às obras municipais. O que não está claro, ainda, é com qual objetivo.

Quanto às preocupações do senhor Manoel Peixinho, a SMIH reafirma que os repasses serão feitos e considera que uma união de todas as entidades em prol de uma cidade mais integrada e segura é de muito mais valia para a população – população essa que precisa e que percebe o comprometimento dessa Prefeitura com seu bem estar. Quando nos dispomos a criticar algo, é importante que a gente tenha o cuidado – e o respeito com quem está lendo – de nos aprofundarmos no assunto e de sermos bastante responsáveis e íntegros com as informações que passamos.

Criticar uma gestão envolve, além de conhecimento, sensibilidade social, espírito público e conhecimento orçamentário e financeiro. O Globo, que demonstra claramente desconhecer ou – mais grave ainda – distorcer essas questões, deveria estar preocupado em esclarecer a população a respeito dos contratos sem licitação que a Fundação Roberto Marinho ganhou na gestão passada – sem nenhuma justificativa plausível – num montante que gira em torno de R$ 300 milhões. Que trabalho foi feito para justificar esse montante? Nossas obras estão à vista de todos. O investimento de R$ 300 milhões para a Fundação trouxe o que de positivo para a cidade? Isso, sim, a população quer e merece saber!