Vendedores itinerantes das praias recebem mais 141 crachás de identificação do Ambulante Legal

Publicado em 06/11/2019 - 14:12 | Atualizado em 06/11/2019 - 14:24
Marco Antônio Maciel, o Árabe do Pepê: crachá é reconhecimento pelo trabalho. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio de JaneiroMarco Antônio Maciel, o Árabe do Pepê: crachá é reconhecimento pelo trabalho. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta quarta-feira, 6 de novembro, mais 141 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. No evento, no Palácio da Cidade, os trabalhadores ainda receberam coletes de identificação, pois atuam, de forma itinerante, em praias de 15 bairros: Flamengo, Urca, Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes (incluindo Pontal e Macumba), Pedra de Guaratiba, Sepetiba, Jardim Guanabara (Praia da Bica), Ribeira ( Praia da Ribeira) e Freguesia (Praia da Guanabara).

– O crachá é importante para separar o joio do trigo. O joio não tem crachá. O trigo tem crachá, que garante que o ambulante está trabalhando legalmente, sem comercializar produtos clandestinos. O crachá é um sinal de que nós queremos que vocês (ambulantes) cresçam e prosperem – afirmou Crivella.

Marco Antônio Maciel, conhecido como Árabe do Pepê, comentou:

– É o reconhecimento pelo meu trabalho pioneiro no comércio da culinária árabe nas praias das zonas Sul e Oeste, onde atuo há 35 anos – comemorou Marco Antônio, que é conhecido até no exterior e gera emprego, pois tem dois ajudantes para empurrar a réplica de um camelo estilizado, em tamanho real, pelas areias.

Vendedores de chapéus de diversos estilos, Reginaldo Santana Ramos, de 54 anos, e Eni Pereira da Silva, 53, destacaram a importância do crachá e do colete:

– Valoriza nossa atividade e nos dá mais ânimo para trabalhar – justificou Reginaldo. – É garantia e tranquilidade de poder ganhar nosso pão de cada dia honestamente, sem a preocupação de ficar correndo do rapa (fiscalização) – completou Eni.

Quase 5 mil trabalhadores beneficiados

O programa já alcançou 78 bairros na cidade e distribuiu 4.662 crachás com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite não só à fiscalização, mas também à população, acessar informações como nome, número de inscrição e mercadorias autorizadas para venda. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local em que o ambulante pode atuar na cidade, em respeito ao ordenamento urbano.

– Temos investido também na qualificação dos profissionais do setor, através de convênios com instituições de ensino, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV) – lembrou o subsecretário de Fiscalização, Carlos Guerra.

Além das regiões contempladas no evento, os bairros do Olaria, Tauá, Penha Circular, Penha, , Ramos, Jardim América, Bonsucesso, Vigário Geral, Portuguesa, Cocotá, Braz de Pina, Zumbi, Parada de Lucas, Bancários, Moneró, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Cordovil, Jardim Carioca, Galeão,  Cacuia,  Méier, Feira do Calçadão de Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Saúde, Benfica, Caju, Centro, Coelho Neto, Mangueira, Paquetá, Santo Cristo, São Cristóvão, Turiaçu, Anchieta, Barros Filho, Bento Ribeiro, Cascadura, Guadalupe, Irajá, Marechal Hermes, Oswaldo Cruz, Parque Anchieta, Parque Columbia, Pavuna, Ricardo de Albuquerque, Rocha Miranda, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos, Vista Alegre, Cosme Velho, Humaitá, Botafogo, Catete, Gávea, Glória, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Madureira e Maré,   também já foram alcançados pela política de ordenamento urbano implantada pela atual administração.