Prefeitura pede à União subsídio para pagar rodoviários durante o período de afastamento social

Publicado em 27/03/2020 - 16:10 | Atualizado em 27/03/2020 - 17:54
Passageira passou mal na estação Alvorada, do BRT, e foi levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. Foto: Divulgação

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, enviou nesta sexta-feira (27/03) ofício ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando um subsídio emergencial de R$ 90 milhões. Os recursos serão utilizados para manter o serviço de transporte de ônibus durante o período de afastamento social e, assim, preservar o emprego de 26 mil rodoviários.

– Os motoristas precisam de salário e, para não serem mandados embora, pedimos ajuda ao ministro – afirmou o prefeito.

Crivella fez ainda um apelo para que o governo federal libere o saque do FGTS de algumas categorias prejudicadas pela pandemia do novo coronavírus.

– Pedimos, por exemplo, pelos motoristas de aplicativos, porque vários eram antes funcionários de empresas e têm saldo de Fundo de Garantia, além de outros profissionais liberais na mesma situação. Já as categorias que não têm (FGTS), estamos ajudando com cestas básicas – disse.

Prefeitura inicia distribuição de cestas básicas

O prefeito anunciou outras medidas para conter o contágio da doença, além de reforçar as que vêm sendo tomadas gradativamente, com base nas informações passadas pela comunidade médico-científica.

A Prefeitura também iniciou nesta sexta-feira a distribuição de cestas básicas, compradas com recursos próprios, para várias categorias de trabalhadores, entre eles taxistas que pagam diárias, e ambulantes, sobretudo os portadores de necessidades especiais e vendedores idosos.

O objetivo é auxiliar as faixas da população que mais sofrem economicamente por conta da pandemia. Ao todo, a Prefeitura vai distribuir 50 mil cestas básicas, incluindo famílias de crianças carentes em idade escolar vinculadas ao Bolsa Família e ao Cartão Carioca.

Aumento da vida útil de veículos usados como táxi

Outra novidade é que, por meio de decreto, a Prefeitura vai permitir aumentar a vida útil dos veículos usados como táxi de oito para dez anos.

– É uma categoria sem condições financeiras de comprar novos veículos durante a crise – justificou.

Hortas Cariocas para as comunidades

A reunião do gabinete de crise decidiu ainda que toda a produção de verduras do Programa Hortas Cariocas, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), será doada para as 42 comunidades que já fazem parte do projeto. Antes, o produtor podia vender a metade. A doação será ampliada com a inclusão de outros alimentos fortificantes, como batata doce, abóbora e aipim.

 

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