Obras de R$ 12 milhões, em Paciência, na Zona Oeste, vão melhorar a vida de 60 mil moradores

Publicado em 23/01/2020 - 13:05 | Atualizado em 23/01/2020 - 13:08
Claudiodéia da Silva, de 85 anos, disse que sonha há anos ver sua rua (Futuro), sem esgoto a céu aberto. "Agora o sonho vai se realizar". Foto: Marco Antônio Rezende/ Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, visitou nesta quinta-feira (23/01) a comunidade Nova Jérsei, em Paciência, na Zona Oeste, onde acompanhou o lançamento das obras de urbanização integrada (infraestrutura, saneamento básico, redes de água potável e esgoto, drenagem e iluminação pública), que beneficiarão mais de 60 mil moradores da região. Serão investidos R$ 12 milhões. Os recursos são do próprio Tesouro Municipal. Homens e máquinas para a execução dos serviços chegarão na próxima segunda-feira.

– É uma satisfação imensa estar hoje aqui com essa grande notícia para essas famílias. Há pouco tempo estive conhecendo a dura realidade de vocês e, agora, trago soluções. Estamos colhendo os frutos que plantamos. Espero estar aqui de novo, após as obras, para entregar o Registro Geral de Imóveis (RGI) das moradias. Regularizados, seus imóveis valerão muito mais – afirmou Crivella, acrescentando que pediu prioridade para a contratação de moradores da região nas frentes de trabalho que se abrirão.

 

Ruas sem asfalto e tomadas por matagais vão desaparecer em breve na comunidade. Foto: Marco Antônio Rezende/ Prefeitura do Rio

 

As obras ficarão prontas em quanto tempo?

De acordo com o secretário de Infraestrutura, Habitação e Conservação, Sebastião Bruno, as obras serão realizadas em duas fases. A primeira custará R$ 4,5 milhões, e a estimativa é que dure seis meses, mesmo tempo previsto para a conclusão da segunda etapa.

– Técnicos da Subsecretaria de Habitação vão acompanhar e fiscalizar as obras, que serão tocadas pela empresa WL Engenharia. Em breve, a vida desses moradores vai mudar muito, para melhor – ressaltou Sebastião Bruno.

Fim de uma longa espera

Líderes comunitários disseram que a localidade, considerada de baixa renda e com cerca de 15 mil residências, aguardava as melhorias desde o final da década de 1990.

– Estamos aqui desde o dia 20 de janeiro de 1992, quando um grupo de famílias sem-teto chegou para levantar os primeiros barracos. Hoje, isso aqui é bairro, e nossas casas são de alvenaria. Foi uma luta muito grande. Merecemos muito essas obras. Foi uma longa espera. Mas valeu a pena – disse o pintor Cláudio Antônio dos Santos, 64 anos, ao lado da esposa, Maria Aldete dos Santos, 75.

Claudiodéia da Silva, 85 anos, disse que sonha há anos ver sua rua (Futuro), uma das principais do bairro, livre das valas de esgoto a céu aberto.

– Enfim, falta pouco para esse sonho ser realizado. Estamos muito felizes – resumiu.